- Morreu nesta sexta-feira, 29, Edgar Morin, aos 104 anos, um dos maiores pensadores do século XX e autor de cerca de setenta livros, incluindo O Método.
- Formado em direito, história e geografia pela Sorbonne, Morin integrou a Resistência durante a ocupação alemã e adotou o pseudônimo Morin.
- Fixo pela ideia de complexidade, criou uma filosofia que busca unir saberes e superar a compartimentalização do conhecimento, dando ênfase à interdependência entre ciência, política e meio ambiente.
- Em sua trajetória, atuou no Partido Comunista Francês, trabalhou no CNRS e colaborou com intelectuais como Marguerite Duras, Albert Camus e Roland Barthes; realizou passagem pelos Estados Unidos no Instituto Salk.
- Publicou obras relevantes além do O Método, como Terra-pátria e Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Futuro, fortalecendo a visão de educação e ética para o século XXI.
Edgar Morin, um dos mais relevantes pensadores do século XX, morreu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos. A confirmação foi feita por dois pesquisadores ligados ao pesquisador, Nelson Vallejo-Gomez e Alfredo Pena-Vega, que atestaram o falecimento.
Nascido em Paris em 21 de julho de 1921, Morin foi um dos grandes divulgadores da filosofia da complexidade. Formado em direito, história e geografia pela Sorbonne, teve atuação marcada pela resistência durante a ocupação nazista, na França, e pelo engajamento intelectual que o levou a pensar a interconexão entre ciência, política e meio ambiente.
Ao longo de mais de seis décadas, Morin assinou cerca de 70 livros. Entre as obras mais conhecidas estão O Método, escrito em seis volumes entre 1981 e 2008, e Ciência com Consciência, de 1982. Sua trajetória inclui participação em movimentos antifascistas, atuação no CNRS e colaboração com intelectuais franceses e de outros países, inclusive o Brasil.
A obra de Morin cruzou áreas como sociologia, filosofia, ciência da educação e Estudos sobre o Meio Ambiente. Entre os temas centrais estavam a necessidade de reconhecer a interdependência dos saberes e a defesa de uma visão global frente aos problemas da humanidade, incluindo a ética, a política e a ciência. Morin também se tornou conhecido por debates sobre o papel da educação e pela crítica aos modelos excessivamente fragmentados do conhecimento.
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