- Em 1826, o farmacêutico inglês John Walker criou acidentalmente o primeiro palito de fricção ao deixar uma mistura química secar e esfregá-la num alicerce áspero, gerando chama.
- Não houve patente: os fósforos, chamados de “luzes de fricção”, vinham a baixo custo e já eram vendidos a partir de abril de 1827, em Stockton, Inglaterra.
- A fórmula incluía madeira com uma pasta de clorato de potássio, sulfeto de antimônio, goma arábica e água; ao ser raspado numa lixa, o palito pegava fogo.
- Em 1829, Samuel Jones lançou fósforos “Lúcifer” em Londres, copiando o modelo de Walker; a indústria evoluiu com melhorias nas caixas e na produção.
- A evolução levou à popularização mundial, com a caixa de fósforos moderna surgindo na Suécia em 1844; hoje os fósforos seguem comuns, com embalagens personalizadas de alto valor em alguns mercados.
John Walker, farmacêutico inglês, inventou acidentalmente o primeiro palito de fricção em 1826, ao riscar uma mistura seca contra uma superfície áspera. A descoberta abriu caminho para a produção de fósforos modernos, mas o inventor nunca registrou patente.
A invenção aconteceu em Stockton-on-Tees, no nordeste da Inglaterra, durante uma experiência com químicos. Walker misturava substâncias com o objetivo de produzir explosivos e, ao deixar a mistura secar, acendeu ao tocar o palito com a lareira. O episódio mudou a forma de acender fogo.
Walker era cirurgião de formação que voltou-se à farmácia. Suas chamadas “luzes de fricção” eram palitos finos de madeira com uma pasta de clorato de potássio, sulfeto de antimônio, goma arábica e água. Ao esfregar em lixa, o palito criava chama.
O produto ficou disponível em pequena escala, sem patenteamento. A primeira venda ocorreu em 1827, segundo registros históricos. Em Londres, surgiram cópias próximas aos fósforos originais, com o mesmo princípio de fricção.
A evolução seguia com mudanças no formato e na embalagem. Em 1844, na Suécia, surgiu a primeira caixa de fósforos realmente patenteada, popularizando o modelo atual. O fósforo passou a ter uso massivo e formação de indústrias.
Muitas famílias passaram a produzir fósforos de forma caseira, fornecendo renda adicional. Mulheres e crianças próximas a fábricas recebiam por produção, antes da mecanização. O setor enfrentou queda com o advento do isqueiro, porém não desapareceu.
Atualmente, fósforos seguem comuns em todo o mundo, com embalagens decorativas chegando a valores altos no mercado de colecionáveis. Os historiadores destacam que Walker não buscou reconhecimento público, o que pode ter contribuído para o esquecimento de seu papel.
Nos 200 anos da invenção, moradores de Stockton promovem comemorações desde maio. As atividades visam destacar a importância histórica de Walker e do fósforo na vida cotidiana, servindo de reconhecimento a um inovador local.
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