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Governo vê risco ao Pix após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Governo afirma risco ao Pix com EUA classificando PCC e CV como terroristas; critica atuação da família Bolsonaro e aponta impactos ao sistema financeiro

Pix - Banco Central - dinheiro
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  • O Departamento de Estado dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados, com implementação em cinco de junho.
  • O governo brasileiro afirma que a medida pode afetar o sistema financeiro do Brasil e inovações nacionais como o Pix.
  • O Planalto sustenta que as facções não devem ser confundidas com organizações terroristas por motivação ideológica, política ou religiosa.
  • A nota critica integrantes da família Bolsonaro por defender intervenção estrangeira e relaciona a posição à decisão americana.
  • O Brasil informou que continua a cooperação no combate ao crime organizado e citou proposta apresentada aos Estados Unidos, em abril, para ampliar cooperação em inteligência, combate à lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.

O governo brasileiro afirmou nesta sexta-feira, 29, que a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas pode impactar o sistema financeiro do país e inovações como o Pix. O Planalto divulgou uma nota criticando a medida.

A decisão, anunciada pelo Departamento de Estado, deve entrar em vigor em 5 de junho. A classificação amplia instrumentos para combater fontes de financiamento dos grupos criminosos.

O Planalto sustenta que as facções não devem ser confundidas com organizações terroristas por motivação ideológica, política ou religiosa. Medidas unilaterais de governos estrangeiros podem enfraquecer cooperação e afetar a economia brasileira, segundo a nota.

Contexto internacional

A nota também acusa integrantes da família Bolsonaro de defender intervenção estrangeira no Brasil, sem citar nomes, associando a atuação à recente decisão dos EUA.

Apesar das críticas, o Planalto disse que o Brasil continua disposto a cooperar com outros países no combate ao crime organizado. Em abril, o país apresentou ao Departamento de Estado uma proposta de ampliar cooperação em inteligência, combate à lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

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