- O Mercado Livre adquiriu uma farmácia física no Jabaquara, São Paulo, para operar seu marketplace de medicamentos.
- A empresa enfrenta desafios regulatórios e incertezas sobre sua operação atual.
- A farmácia tem horários irregulares e é frequentemente considerada “permanentemente fechada” no Google.
- A aquisição visa atender à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44 da Anvisa, que exige que medicamentos vendidos online sejam armazenados em farmácias autorizadas.
- O Mercado Livre atualmente atua como intermediário, permitindo que drogarias menores anunciem seus produtos.
O Mercado Livre está avançando em sua estratégia de expansão no setor farmacêutico ao adquirir uma farmácia física localizada no Jabaquara, em São Paulo. O objetivo é operar seu marketplace de medicamentos, mas a empresa enfrenta desafios regulatórios e incertezas sobre sua operação atual.
A farmácia, com uma fachada simples e limitada oferta de produtos, está situada em uma área movimentada, próxima a uma estação de metrô. Apesar de estar tecnicamente aberta, o estabelecimento tem horários irregulares e é frequentemente considerado “permanentemente fechado” no Google. Funcionários locais afirmam que a confusão se deve à venda do local, que não possui um estoque ativo para entregas.
A aquisição da farmácia é parte da estratégia do Mercado Livre para atender à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44 da Anvisa, que exige que medicamentos vendidos online sejam armazenados em farmácias autorizadas. Amanda Kraft, sócia do escritório De Paula Kraft Advogados, explica que a norma não permite que medicamentos sejam vendidos em plataformas que não pertençam a farmácias licenciadas.
Desafios Regulatórios
A entrada do Mercado Livre no setor farmacêutico coincide com discussões sobre a venda de medicamentos sem prescrição em supermercados. O projeto de lei 2.158, que já recebeu parecer favorável no Senado, propõe que esses estabelecimentos tenham estruturas separadas para a venda de remédios.
Atualmente, o marketplace do Mercado Livre opera como intermediário, permitindo que drogarias menores anunciem seus produtos. As grandes redes, como Pague Menos e RD Saúde, não estão presentes na plataforma, mas oferecem entregas por aplicativos de delivery. Henderson Fürst, sócio do escritório Chalfin Goldberg Vainboim Advogados, destaca que, se o Mercado Livre decidir centralizar estoques, precisará regularizar sua operação como farmácia virtual.
A assessoria de imprensa do Mercado Livre confirmou a aquisição de uma empresa que comercializa medicamentos, mas não forneceu detalhes adicionais. A Memed, startup que digitaliza receitas médicas, também está negociando a venda de seu ponto de varejo físico para focar em sua plataforma digital, que já é utilizada por mais de 130 mil médicos.
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