- A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o piloto Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, preso em fevereiro no Aeroporto de Congonhas, acusado de integrar rede de pornografia infantil e estupro de vulnerável.
- O caso tramita em segredo de justiça por envolver menor de idade; a defesa, comandada pela advogada Claudia Apolonia Barboza, afirma buscar o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório.
- Lopes foi alvo da Operação Apertem os Cintos, cumpridos oito mandados de busca e dois de prisão temporária; a prisão temporária foi convertida em preventiva.
- Denise Moreo, de 55 anos, também presa, é apontada como suspeita de vender as netas doze, onze e dez anos para o piloto; a defesa dela não foi localizada.
- A pena prevista para estupro de vulnerável varia de oito a quinze anos, com aumentos em casos de lesões graves ou morte; autoridades dizem que o piloto usava RG falso para levar as vítimas a motel.
A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou réu o piloto de avião Sergio Antônio Lopes, de 60 anos. Ele foi preso em fevereiro deste ano, dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, minutos antes de um voo. O caso envolve suspeita de integrar rede de pornografia infantil e estupro de vulnerável.
Por envolver menores, o processo tramita em Segredo de Justiça. A defesa de Lopes, representada pela advogada Claudia Apolonia Barboza, afirma que continuará assegurando o direito de ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. O sigilo permanece para proteger as vítimas e investigados.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, deflagrou a operação que resultou na prisão temporária, convertida posteriormente em prisão preventiva. Lopes era piloto da Latam, que o afastou por justa causa; outra pessoa presa é Denise Moreo, de 55 anos, suspeita de participação no mesmo esquema.
Detalhes do esquema e atuação do suspeito
As investigações indicam que Lopes coordenava o esquema e utilizava identidade falsa para levar vítimas a motéis. Os abusos teriam ocorrido há pelo menos oito anos, segundo a delegacia. Uma das vítimas era menor de idade na época do primeiro abuso; outra já atingiu a maioridade durante a investigação.
O crime de estupro de vulnerável está previsto no código penal e envolve prática sexual com menor de 14 anos. A pena varia de 8 a 15 anos de reclusão, com acréscimos em casos de lesões graves ou morte da vítima.
Contexto legal e próximos passos
A defesa enfatiza a continuidade do exercício do direito de defesa no decorrer do processo. O Ministério Público acompanha o andamento e pode apresentar novas diligências conforme os trâmites legais. O desfecho dependerá de provas reunidas e dos próximos atos processuais.
Caso haja condenação, as penas podem aumentar conforme as circunstâncias e o envolvimento de terceiros no esquema. A polícia ressalta a importância de denúncias e do combate a crimes contra crianças e adolescentes.
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