- A retatrutida, medicamento “triplo agonista” da Eli Lilly, mostrou perda média de 28,3% do peso em 80 semanas em adultos com obesidade sem diabetes, em estudo de fase três.
- No grupo com dose mais alta (12 mg), 45,3% atingiram perda de ao menos 30% do peso inicial.
- Em faixas de peso diferentes, as perdas médias foram 19% (4 mg) e 25,9% (9 mg); o grupo com placebo reduziu 2,2%.
- Os efeitos colaterais mais comuns foram náusea, diarreia, vômitos e constipação, levando parte dos participantes a interromperem o tratamento.
- A droga ainda não tem aprovação para comercialização no mundo; os resultados completos devem ser apresentados no ADA 2026 para avaliação adicional.
A Eli Lilly divulgou novos resultados de fase 3 da retatrutida, medicamento experimental para obesidade. Após 80 semanas, a droga atingiu perda média de 28,3% do peso em participantes com obesidade. O anúncio mostra que quase metade dos tratados com a dose mais alta reduziu ao menos 30% do peso inicial.
O estudo TRIUMPH-1 envolveu mais de 2.300 adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, sem diabetes. Foram testadas doses de 4 mg, 9 mg e 12 mg, com perdas médias de 19%, 25,9% e 28,3%, respectivamente. O grupo placebo apresentou redução de 2,2%.
A retatrutida é uma droga de nova geração, denominada triplo agonista. Atua simultaneamente em GLP-1, GIP e glucagon, receptores relacionados ao metabolismo e ao controle da fome. Aí reside a aposta de ampliar o efeito sobre peso e metabolismo frente a tratamentos atuais.
Resultados mostram ainda que 93,6% dos participantes perderam ao menos 15% do peso, e 75,5% superaram 20% de redução. Entre os efeitos adversos mais comuns estavam náusea, diarreia, vômitos e constipação, levando parte dos voluntários a interromper o tratamento.
Apesar do desempenho, a retatrutida ainda não foi aprovada para uso comercial em nenhum país. O medicamento permanece em investigação clínica e não pode ser vendido em farmácias, clínicas ou consultórios.
Expectativa para o ADA 2026
Os pesquisadores devem apresentar os dados completos no ADA 2026, principal congresso sobre diabetes e obesidade, permitindo análise detalhada de eficácia e segurança. Especialistas destacam a importância de avaliar segurança a longo prazo, acesso ao tratamento e acompanhamento médico.
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