- Um molar inferior encontrado na Caverna Cobra (Tam Ngu Hao 2), no nordeste do Laos, escavado em dezembro de 2018, é a primeira evidência física de denisovanos no Sudeste Asiático.
- A datação mostra que a criança vivera entre 164.000 e 131.000 anos atrás; o fóssil não teve DNA utilizável devido ao ambiente.
- A identificação ocorreu via paleoproteômica do esmalte e pela análise da morfologia interna do dente, que indicaram o sexo feminino.
- A comparação com a mandíbula de Xiahe, no Planalto Tibetano, revelou forte afinidade anatômica com fósseis denisovanos.
- A descoberta sugere que denisovanos ocuparam ambientes tropicais e amplia a compreensão sobre a dispersão do grupo pelo Sudeste Asiático, Oceania e regiões vizinhas.
Um dente molar encontrado na Caverna Cobra, no Laos, ampliou o mapa da evolução humana ao indicar a presença de denisovanos em ambiente tropical. A peça fossiliza uma criança de 3,5 a 8,5 anos que viveu entre 164 mil e 131 mil anos atrás.
O fóssil foi localizado em dezembro de 2018 durante escavações na região de Huà Phan, nas Montanhas Annamitas. A análise posterior, publicada em 17 de maio de 2022 na Nature Communications, confirma a primeira evidência física de denisovanos no Sudeste Asiático.
Evidência e método
Como o DNA não resistiu no ambiente úmido, pesquisadores recorreram à paleoproteômica do esmalte e à microtomografia para identificar o gênero Homo e o sexo feminino. As proteínas preservadas apontaram para uma criança do sexo feminino, associada ao molar inferior.
Impacto científico
O dente estabelece o Laos como novo registro de denisovano em região tropical, expandindo o entendimento sobre a dispersão desse grupo ao sul da Sibéria e ao Tibete. A descoberta sugere que denisovanos ocupavam ambientes quentes e úmidos há centenas de milhares de anos.
Dados-chave
- Sítio: Tam Ngu Hao 2, Caverna Cobra, Laos
- Fóssil: molar inferior permanente
- Idade do indivíduo: 3,5 a 8,5 anos
- Sexo: feminino (proteínas do esmalte)
- Datação: 164.000 a 131.000 anos atrás
- DNA: não utilizável; identificação por paleoproteômica e morfologia interna
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