- Dólar abriu em alta, a R$ 5,01, após recuo de ontem para R$ 5,00, com olho no petróleo e no fluxo de recursos para a bolsa brasileira.
- Brent opera em torno de US$ 106,89 por barril, alta de cerca de 1,8% em relação a ontem.
- Navios continuam atravessando o Estreito de Hormuz, com 26 travessias em curso, em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito.
- O fluxo mundial de petróleo pelo estreito segue inferior ao pré-conflito, e a via permanece politicamente controlada, com risco de interrupções.
- Ibovespa busca manter a recuperação, após subir 1,8% na sessão anterior, com o fluxo externo ainda fraco e saídas de cerca de R$ 22 bilhões em quatro semanas.
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira, cotado a cerca de R$ 5,01, após recuar para R$ 5,00 na sessão anterior. O mercado acompanha a elevação do petróleo e o fluxo de recursos para a bolsa brasileira.
O dólar abriu com valorização de 0,18% ante o fechamento de ontem. A moeda vinha de trajetória de queda iniciada em 13 de março, influenciada por desdobramentos políticos no país.
Ontem, o recuo ocorreu após reportagens sobre relações entre autoridades e o ex-banqueiro investigado por crimes financeiros, o que levou à liquidação de uma instituição financeira pelo Banco Central.
Petróleo e geopolítica
O Brent opera em torno de US$ 106,89 por barril, alta de cerca de 1,8% em relação ao dia anterior. O movimento acompanha idas e vindas nas negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito na região.
A Marinha iraniana informou que 26 travessias estão ocorrendo pelo Estreito de Hormuz, com autorização de autoridades iranianas para a passagem. O fluxo segue sujeito a interrupções caso haja falhas na coordenação.
Mercado externo e fluxo de capitais
Mesmo com sinais de melhoria, o fluxo externo permanece abaixo dos níveis pré-conflito. Antes da guerra, mais de 150 navios costumavam atravessar o estreito, responsável por uma parte expressiva do fornecimento mundial.
A liquidez internacional enfraquece a formação de compras no Ibovespa. O índice subiu 1,8% na sessão anterior, recuperando o patamar de 177.355 pontos após três quedas consecutivas.
A bolsa e o fluxo de capitais estrangeiros
O ritmo de entradas de estrangeiros diminuiu desde abril, com saídas acumuladas de cerca de R$ 22 bilhões em quatro semanas. O ano ainda registra ingresso líquido próximo de R$ 60 bilhões até 15 de abril, apoiando altas anteriores.
A variação do câmbio, associada ao desempenho da bolsa e ao petróleo, mantém o cenário brasileiro sob monitoramento. Analistas sinalizam que o dinamismo externo segue sendo o principal fator de volatilidade.
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