- Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) e é investigada por integrar o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A operação Vérnix, coordenada pelo promotor Lincoln Gakiya e realizada pelo Gaeco, mira o rastro financeiro da facção e envolve seis mandados de prisão preventiva.
- Além de Deolane, são alvos o líder da facção Marco Herbas Camacho (Marcola), um irmão e dois sobrinhos dele, e um suspeito considerado operador financeiro, Everton de Souza, conhecido como “Player”.
- O promotor Lincoln Gakiya é visto pela Justiça como alvo de morte decretada pela facção há cerca de duas décadas e já recebeu diversas ameaças; ele atua no combate ao PCC.
- As investigações apontam uso de empresas e patrimônios de alto valor para camuflar recursos ilícitos, com movimentações financeiras relevantes e ligações a gestores do núcleo de comando do PCC; há indícios de atuação internacional, com procurados fora do país e a possível inclusão deles na Lista Vermelha da Interpol.
A Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco com apoio da Polícia Civil de São Paulo, mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Na manhã desta quinta-feira (21), a advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa durante os mandados cumpridos.
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, alvo principal do inquérito, é quem preside as ações. Gakiya atua há décadas no combate ao PCC e é considerado por a organização criminosa como alvo de risco de morte, justamente por seu papel na Justiça. A prisão de Bezerra ocorreu no contexto da operação.
Ao todo, seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Entre os alvos estão Marco Herbas Camacho, o Marcola, que já está preso, um irmão e dois sobrinhos dele e Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro do esquema.
De acordo com as investigações, Deolane manteria vínculos com um dos gestores fantasmas da transportadora envolvida no caso. A investigação aponta movimentações financeiras elevadas, indícios de patrimônio incompatível com a renda declarada e ligações com o núcleo de comando do PCC como motivadores para a participação no esquema.
As apurações destacam uso de pessoas jurídicas, recebimentos com origem não esclarecida e circulação de valores milionários. A estratégia seria manter a aparência de legalidade por meio de estruturas empresariais e patrimoniais sucessivas, dificultando o rastreio do dinheiro.
A operação também tem dimensão internacional. Três investigados estariam fora do país, em locais como Itália, Espanha e Bolívia. A Polícia Civil solicitou à Interpol a inclusão deles na Lista Vermelha para rápida localização e medidas legais.
Ainda segundo as autoridades, as movimentações financeiras não tinham justificativa lícita suficiente, segundo as apurações. A defesa de Deolane Bezerra não foi localizada pela reportagem até o fechamento desta edição.
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