- A Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco de Presidente Prudente com apoio da Polícia Civil de São Paulo, viu-Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, ter novo mandado de prisão preventiva decretado em investigação sobre lavagem de dinheiro.
- Marcola já cumpre pena em penitenciária federal, mas pode receber prisão em um novo processo porque o sistema penal permite seguimento de investigações independentes.
- O novo mandado é autônomo e produz efeitos dentro do novo caso, vinculando o investigado, impedindo soltura automática e mantendo medidas cautelares como bloqueios patrimoniais.
- A apuração indica que a cúpula do PCC manteria influência sobre uma estrutura financeira mesmo com lideranças presas, com decisões estratégicas e divisão de lucros transmitidas por meio de familiares e contatos.
- Além de Marcola, aparecem Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza (conhecido como “Player”), além da influenciadora Deolane Bezerra; as informações ainda passam por contraditório e avaliação judicial.
Entre os alvos da Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Gaeco de Presidente Prudente, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como liderança do PCC. A ação investiga lavagem de dinheiro associada à organização criminosa.
Marcola já cumpre pena em penitenciária federal, mas a Justiça decretou uma nova prisão preventiva. A medida decorre de indícios de participação em novo crime dentro de outra linha de apuração. O mandado é autônomo, ligado a um processo distinto do curso atual da prisão.
A iniciativa ilustra o funcionamento do processo penal: estar recolhido não impede investigações paralelas. Se surgirem evidências suficientes, pode haver nova prisão ou a expedição de ordens judiciais adicionais, com efeitos para o caso específico.
Expectativa de atuação de medidas cautelares envolve bloqueios de bens, buscas e outras restrições, além de vincular formalmente o investigado ao novo procedimento. Caso haja condenação no novo processo, poderão surgir novas penas independentemente da condenação anterior.
O que é prisão preventiva
A prisão preventiva, prevista no Código de Processo Penal, é uma medida cautelar aplicada antes da condenação definitiva. O juiz deve apontar fundamentos legais, como risco à ordem pública, continuidade criminosa, interferência na investigação ou risco de fuga.
Ela não é condenação nem reconhecimento de culpa. No caso da Vérnix, as medidas decretadas são prisões preventivas, justificadas por indicativos de risco e continuidade de atividades associadas ao esquema.
O que a investigação diz sobre Marcola
O inquérito sustenta que a cúpula do PCC manteve influência sobre uma estrutura financeira mesmo com lideranças recolhidas. Mensagens apreendidas em celulares indicariam decisões estratégicas e divisão de lucros transmitidas a pessoas fora do sistema prisional.
Relata-se a participação de familiares e operadores financeiros na execução das medidas fora da prisão. Entre os citados estão Alejandro Camacho, irmãos Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, além do operador Everton de Souza, conhecido como Player.
O estado de Alejandro Camacho também envolve novo mandado de prisão preventiva, em razão da investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro. A prisão de todos está sujeita à análise do Judiciário, sem antecipação de culpa.
A CNN Brasil buscou contato com as defesas dos citados; o espaço permanece aberto. As informações oficiais, com detalhes completos, devem passar pelo contraditório e pela avaliação judicial.
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