- O Citi aponta que a Gerdau e a Usiminas devem conseguir reajustes de preços no Brasil, com melhoria no setor siderúrgico.
- Os analistas destacam uma mudança estrutural na dinâmica de importação de aços planos.
- No mercado interno, o repasse de preços é sustentado por custos de frete elevados e pela alta dos preços globais do carvão, que afetam o aço importado.
- A demanda segue robusta, com o setor automotivo ganhando fôlego, compensando fraquezas em máquinas agrícolas.
- O banco projeta aprovação de novas tabelas de preços para bobinas a quente em julho, e a Gerdau pode se beneficiar de medidas antidumping para fio-máquina.
O Citi avalia que o mercado siderúrgico brasileiro vive uma mudança estrutural na dinâmica de importação de aços planos, abrindo espaço para reajustes de preços por parte de Gerdau e Usiminas. O levantamento aponta sinais de melhoria no setor.
Segundo os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello, o ambiente favorável decorre de fatores como custos de frete internos, altas globais do carvão e pressões de repasse de preços. Essas forças sustentam a precificação.
No curto prazo, a demanda segue como elemento de destaque. O setor automotivo volta a ganhar tração, contribuindo para amenizar fraquezas observadas no segmento de máquinas agrícolas, segundo o relatório.
A visão positiva do Citi para a maior parte das siderúrgias sob cobertura inclui a Usiminas, com foco na possível aprovação de novas tabelas de preços para bobinas a quente em julho, segundo a instituição.
Outra frente citada é a Gerdau, cuja exposição aos aços planos é menor, mas que pode se beneficiar com medidas antidumping para fio-máquina, elevando seu teto de margens e preços.
Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO; serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.
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