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IA provoca ódio e vaia entre jovens universitários

Universidade do Arizona registra vaias a discurso sobre IA do ex-CEO do Google, acentuando preocupações de empregabilidade entre jovens formandos

Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, recebeu vaias durante discurso na Universidade do Arizona, ao falar sobre avanços da inteligência artificial, para cerca de dez mil formandos.
  • Schmidt afirmou que a IA estará presente em quase tudo, o que gerou reação negativa entre jovens que buscam oportunidades no mercado de trabalho.
  • Na Faculdade Comunitária de Glendale, cerimônia de formatura foi atrapalhada por falhas da IA ao pronunciar nomes, causando atraso e vaias.
  • Pesquisas mostram preocupação entre estudantes: treino da Harvard Kennedy School indica que setenta por cento veem a IA como ameaça aos empregos; a Gallup aponta queda na confiança da geração Z; desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos em 2025 atingiu o maior nível em doze anos, excluindo a pandemia.
  • Em demissões em massa relacionadas à IA, a Meta iniciou cortes com gastos projetados em IA de até US$ cento e quarenta e cinco bilhões até o fim de 2026; Amazon anunciou oito mil? mil? demissões em janeiro; a Microsoft anunciou plano de demissão voluntária em 2026.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, enfrentou vaias durante discurso na Universidade do Arizona, neste fim de semana, ao tratar de avanços da inteligência artificial. Cerca de 10 mil formandos acompanhavam a fala. A manifestação ocorreu em um palco universitário nos EUA, com protestos centrados no tema da IA.

Schmidt afirmou que a IA estará presente em todas as profissões, salas de aula, hospitais, laboratórios, pessoas e relacionamentos. A frase gerou descontentamento entre jovens que estarão entrando no mercado de trabalho, segundo relatos observados durante as cerimônias de formatura.

Em Glendale, na Faculdade Comunitária local, outra cena envolvendo IA chamou atenção: a cerimônia utilizou uma IA para anunciar os formandos, mas a tecnologia falhou ao pronunciar alguns nomes. O erro atrasou o evento e provocou vaias entre presentes.

Pesquisas sobre o tema reforçam o cenário de apreensão entre estudantes. Um estudo da Harvard Kennedy School indicou que 70% dos jovens veem a IA como ameaça a empregos futuros. Outras pesquisas, feitas pela Gallup, apontam queda nas expectativas da geração Z em relação às IA, mesmo com uso ampliado.

Ainda segundo a Associated Press, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos EUA ficou em patamar elevado em 2025, sendo a maior em 12 anos fora do impacto da pandemia. Dados sobre o mercado apontam desaceleração para quem conclui a graduação.

Na prática corporativa, a adoção de IA tem provocado mudanças estruturais. Nesta semana, a Meta iniciou uma rodada de cortes associada a investimentos em IA, com previsão de gastos no setor próximas de 145 bilhões de dólares até 2026. A diretora financeira citou necessidade de reduzir o tamanho operacional para ajustar o caixa.

Outras megacorporações anunciaram movimentos similares nos últimos meses, como a Amazon, que demitiu milhares de funcionários em janeiro, e a Microsoft, que divulgou um programa de afastamento voluntário em abril de 2026. As ações refletem o peso crescente de IA nas estratégias de negócio.

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