- O musical “Princesa do Povo” está em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, recontando a trajetória de Diana desde 1980, quando cresceu o relacionamento com Charles III e o casamento ganhou notoriedade mundial.
- A atriz Sara Sarres dá vida à princesa e afirma que o objetivo é revelar o que Diana sentia, mostrando-a como alguém que se sentia parte de um jogo da monarquia, não amada de verdade.
- O espetáculo destaca o início favorable de Diana junto à rainha Elizabeth II, mas mostra como a princesa se tornou menos submissa e mais presente na imprensa e no público.
- Um momento marcante é o aperto de mão a uma paciente com HIV e Aids durante a inauguração de uma ala hospitalar, gesto que ajudou a desfazer preconceitos sobre a doença.
- O musical aborda ainda problemas de saúde mental de Diana, como depressão e bulimia, além da relação extraconjugal de Charles com Camilla Parker-Bowles, enfatizando a humanidade dos personagens sob a visão do elenco e da direção.
O musical Princesa do Povo reconstitui a trajetória de Diana, a princesa conhecida como a Princesa do Povo, em cartaz no Teatro Liberdade, no centro de São Paulo. A produção busca revelar a pessoa por trás do mito e as intrigas que marcaram os palácios britânicos. O enredo acompanha parte da vida pública e íntima de Diana, desde o início do relacionamento com Charles, em 1980, até os desdobramentos que a tornaram símbolo mundial.
A encenação reúne 23 atores para retratar a escalada de eventos que levou ao casamento com Charles e aos conflitos que se seguiram. O musical focaliza a pressão da monarquia e o impacto da mídia, destacando a percepção pública sobre Diana e a pressão para se manter sob os olhos do mundo.
No palco, a atriz Sara Sarres interpreta a princesa, buscando evidenciar o que Diana sentia e vivia nos bastidores do protocolo real. A intérprete afirma que o objetivo foi mostrar uma Diana menos submissa e mais humana, em contraste com a imagem pública construída.
Entre os momentos marcantes, está a cena em que Diana aperta a mão de um paciente com HIV e Aids durante a inauguração de uma ala hospitalar. A cena é apontada como um marco de humanização, desafiando o senso comum da época sobre o vírus.
O carisma de Diana é destacado pela produção como fator que aproximou o público, mesmo diante das tensões com o marido e a família real. O texto enfatiza a empatia da princesa e seu papel na comunicação de temas complexos para a sociedade.
Na contramão do efeito positivo, o musical também aborda depressão, bulimia e momentos de crise mental vividos por Diana. A montagem reproduz internações e episódios de sofrimento, sem romantizar a trajetória.
A relação extraconjugal de Charles com Camilla Parker-Bowles é retratada a partir da perspectiva de atores como Giselle Prattes, que interpreta Camilla, e Claudio Lins, que assume o papel do rei. A produção destaca nuances humanas por trás de figuras polêmicas.
A encenação aponta a monarquia como elemento central para entender as ações dos personagens. Simultaneamente, a atriz Simone Centurione interpreta Elizabeth 2ª, retratando uma rainha austera, cuja presença influencia o drama narrado.
Segundo o diretor Tadeu Aguiar, a montagem privilegia interpretações multidimensionais que mostrem a complexidade das figuras. A ideia é apresentar Diana como alguém que rompeu barreiras institucionais para expressar sentimentos reais.
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