- STF analisa hoje ADI que questiona a retirada de direitos de autistas nível 1 de suporte, incluindo isenções de impostos.
- A ação foi protocolada pelo Instituto Oceano Azul, que representa pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
- Advogada Adriana Monteiro afirma que a reforma tributária restringe o reconhecimento de direitos de autistas e pode ser inconstitucional.
- Especialistas lembram que o TEA é um espectro e que excluir o nível 1 cria barreiras e pode configurar discriminação, sem base legal clara.
- Defesa sustenta que inclusão não pode ser seletiva e que direitos devem considerar a realidade das pessoas para evitar ampliar desigualdades.
O STF analisa hoje uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a possível retirada de direitos de autistas de nível 1 de suporte. A ação questiona a perda de benefícios já assegurados por lei, em meio à Reforma Tributária que tocou em isenções para pessoas com deficiência, incluindo casos de autismo.
O Instituto Oceano Azul protocolou a ADI, defendendo que a mudança restringe o reconhecimento de pessoas autistas. A advogada Adriana Monteiro, representante da sociedade civil, afirma que a discussão é se a alteração é constitucional ou viola direitos já garantidos.
O que está em jogo
Segundo a especialista, o Transtorno do Espectro Autista é um espectro com diferentes níveis de suporte, e excluir o nível 1 pode gerar discriminação entre pessoas juridicamente reconhecidas como deficientes. A visão atual da legislação é ampla, baseada em barreiras enfrentadas, não apenas em classificações médicas.
Ela ressalta que a medida pode violar princípios constitucionais como dignidade, igualdade e vedação ao retrocesso social. A prática poderia retirar benefícios fiscais e políticas públicas, impactando a qualidade de vida, a inclusão social e a autonomia de autistas nível 1.
Impacto prático e futuro
A advogada defende que a inclusão não pode ser seletiva, e que o reconhecimento de direitos deve considerar a realidade das pessoas. O objetivo é evitar que avanços legais sejam restringidos por interpretações restritivas, assegurando tratamento equitativo para todos os perfis do TEA.
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