- O governo dos Estados Unidos indiciou Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e ex-ministro da Defesa, por assassinato, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, relacionadas à derrubada de dois aviões civis da organização Irmãos ao Resgate em 1996, que deixou quatro mortos, três dos quais cidadãos dos EUA.
- O indiciamento ocorre em meio a pressões dos EUA sobre Cuba, que envolve embargo econômico, bloqueio de petróleo e a chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe.
- O presidente cubano Miguel Díaz-Canel prometeu resistência caso haja invasão, enquanto Cuba sinaliza disposição para negociar e o governo cubano afirmou não autorizar ações terroristas nem permitir uso de seu território para ataques.
- Em Bogotá de Ratcliffe, diretor da CIA, esteve em Havana em 14 de maio levando uma mensagem aos cubanos para afastar Cuba de atuar como hub de espionagem para potências como China, Rússia e Irã, com oferta de prosperidade econômica em troca.
- No cenário americano, parte do Senado avança com projeto que exigiria fim do conflito no Irã ou autorização do Congresso, buscando definir podres de guerra, enquanto analistas veem Cuba como possível alternativa para focalizar a política externa de Washington.
O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro por assassinato e conspiração para matar cidadãos americanos. As acusações giram em torno da derrubada de dois aviões civis ligados aos exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate, em 1996, que deixou quatro mortos, incluindo três norte-americanos.
Segundo os promotores, Castro, então ministro da Defesa de Cuba, teria ordenado o ataque. Além de assassinato, o indiciamento inclui conspiração para matar cidadãos dos EUA e destruição de aeronaves. O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que há várias formas de levar Castro à justiça.
O caso se insere em um contexto de tensões entre EUA e Havana, com embargo econômico severo e bloqueio de petróleo que afetam a ilha. No front militar, o porta-aviões USS Nimitz chegou ao Caribe, aumentando a percepção de riscos de uma resposta americana indireta.
Líder cubano, Miguel Díaz-Canel, prometeu resistência caso haja invasão, e há relatos de visitas de autoridades americanas a Havana, incluindo o diretor da CIA, em meio a mensagens sobre Cuba deixar de ser hub de espionagem para terceiros.
Analistas destacam que o indiciamento pode ser parte de uma estratégia de justificar ações militares como “law enforcement”, em linha com episódios anteriores envolvendo Venezuela, conforme avaliação de especialistas consultados pela imprensa.
Cuba, por sua vez, sinalizou abertura ao diálogo. Embaixadores cubanos e autoridades locais negaram apoiar ações terroristas e defenderam negociações para evitar escalada. Em Washington, discurso recente de autoridades reforçou a tentativa de redefinir o relacionamento entre os dois países.
Paralelamente, parte do Senado americano avançou com proposta para exigir fim do conflito no Irã ou autorização parlamentar para sua continuidade. A pauta é vista por analistas como ferramenta de pressão política, com possíveis impactos na narrativa externa de gestão.
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