- O Irã disse que a mais recente proposta dos EUA reduziu parcialmente as divergências entre as partes, ao tentar transformar o cessar-fogo em um acordo de paz.
- A troca de mensagens se baseia no texto de 14 pontos do Irã; Teerã ainda não informou quando enviará uma resposta formal aos EUA.
- A proposta aberta por Teerã prevê, em curto prazo, reabertura do Estreito de Ormuz e suspensão do bloqueio aos portos iranianos, além de iniciar negociações sobre o programa nuclear.
- O Ministério das Relações Exteriores pediu compromisso de que os combates cessem em todas as frentes, incluindo o Líbano, e pediu o desbloqueio de ativos congelados; Paquistão atua como mediador.
- O contexto envolve alerta de escalada, com Trump sinalizando estar nos estágios finais da diplomacia, o que impacta preços de títulos e de petróleo.
O Irã afirmou que a mais recente proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra reduziu parcialmente a distância entre as partes em conflito. Teerã informou que está respondendo a um texto dos EUA, cuja redação busca transformar o cessar-fogo frágil em um acordo de paz.
Segundo a agência semioficial ISNA, a troca de mensagens se baseia no texto de 14 pontos do Irã, apresentado há semanas. O Ministério das Relações Exteriores iraniano confirmou o alvo de negociações de curto prazo, envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão de bloqueios aos portos iranianos.
O porta-voz Esmaeil Baghaei disse que o Irã recebe as opiniões dos EUA e analisa as propostas. O ministério reiterou que deseja um compromisso de fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, e o desbloqueio de ativos congelados por sanções.
Proposta iraniana e objetivos
A oferta iraniana aponta para um acordo de curto prazo que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz e suspensões de sanções, com negociações mais profundas sobre o programa nuclear de Teerã. Não houve sinal de quando o Irã enviará uma resposta formal aos EUA.
Contexto diplomático
As negociações ocorrem em meio a novas ameaças de escalada entre Washington e Teerã, com o impasse entre as partes persistindo. Donald Trump disse que o acaso diplomático estaria nos estágios finais, o que elevou expectativas de investidores.
Trump mencionou que pode levar alguns dias para obter respostas certas de Teerã, alertando para ataques caso não haja acordo. Ele afirmou ainda que prefere evitar uma guerra, mas deixou aberta a possibilidade de medidas adicionais.
Mediação paquistanesa
O Paquistão, que sediou conversas recentes e atua como canal de comunicação, continua mediando as partes. O ministro do Interior paquistanês visitou Teerã na quarta, e o marechal de campo Asim Munir está em Teerã nesta quinta, segundo a ISNA.
Situação atual do Estreito de Ormuz
O estreito permanece quase fechado desde o início do conflito, causando a maior interrupção de fornecimento global de energia. Teerã divulgou mapa com uma zona marítima controlada, alegando necessidade de autorização para navegação por parte de uma autoridade criada.
Dois grandes cargueiros chineses deixaram o estreito na quarta-feira, transportando cerca de 4 milhões de barris. Um petroleiro sul-coreano cruzou o estreito com 2 milhões de barris, em operação conjunta com o Irã.
Perspectivas de mercado e segurança
Segundo o Lloyd’s List, pelo menos 54 navios transitaram pelo estreito na semana passada, relacionado ao aumento da atividade marítima, ainda aquém do nível pré-guerra. A situação eleva a cautela de mercados energéticos globais.
Israel e EUA destacaram objetivos de conter o programa nuclear iraniano e a atuação regional do Irã, enquanto o Irã mantém estoque de urânio enriquecido próximo de níveis para armas, além de capacidade de ameaçar vizinhos com mísseis e milícias aliadas.
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