- A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público de São Paulo.
- A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e mira um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital; entre os alvos está Marcola, além de um irmão e dois sobrinhos.
- A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores; foram sequestrados 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis.
- Segundo as investigações, o grupo ocultava, dissimulava e reinseria no mercado recursos atribuídos à cúpula do PCC, usando empresas para movimentação de recursos de origem duvidosa.
- Deolane manteria vínculos com um dos supostos gestores de uma transportadora investigada, e as movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado teriam ocorrido em função da visibilidade pública da influenciadora.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira, 21, na operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público de São Paulo. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A prisão compõe um total de seis mandados de prisão preventiva.
Entre os alvos, está Marcola, considerado a principal liderança do PCC, além de um irmão e dois sobrinhos dele. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de 327 milhões de reais em bens e valores.
Foram sequestrados 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de 8 milhões de reais, além de quatro imóveis ligados aos investigados. A investigação aponta uso de uma engrenagem financeira para ocultar, dissimular e reinserir recursos no mercado formal.
Como a operação se desdobra
Segundo as apurações, o grupo utilizava empresas para movimentação de recursos de origem não esclarecida e para aquisição de bens de alto padrão. A presença pública de Deolane, associada a atividades empresariais e a movimentações patrimoniais, é apontada como elemento que conferia aparência de legalidade aos recursos.
As investigações começaram em 2019, após apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Documentos em posse de dois detentos revelaram a estrutura interna do PCC e planos de ataques a agentes públicos.
A terceira fase originou a Vérnix, que busca entender o funcionamento do esquema de lavagem de capitais e suas ramificações empresariais. A polícia aponta vínculos pessoais e negociais de Deolane com um dos supostos gestores ocultos da transportadora investigada.
Antecedentes da investigada
Em 4 de setembro de 2024, Deolane foi presa no Recife, em outra operação, a Integration, liderada pela Polícia Civil de Pernambuco, por suspeita de movimentar cerca de 3 bilhões de reais em esquema ligado a jogos de azar ilegais. Ela foi liberada 20 dias depois, após habeas corpus do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
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