- Gasto com benefícios previdenciários em 2026 deve subir em R$ 11,5 bilhões, o que pode ampliar o bloqueio de despesas no Orçamento.
- A projeção revisada leva o total da despesa com previdência de R$ 1,066 trilhão para R$ 1,077 trilhão.
- A mudança decorre da redução da fila do INSS, que já estava em 3,1 milhões e passou a exigir ações de aceleração de concessões.
- Havia expectativa de um bloqueio maior no início do ano, mas o governo sinalizou ajuste gradual e adiou parte da tesouraria para estimativas mais detalhadas.
- Além disso, regras mais flexíveis para salário-maternidade, com decisão do Supremo Tribunal Federal, devem acrescentar cerca de R$ 5 bilhões aos gastos neste ano.
A previsão de gastos com benefícios previdenciários para 2026 deve crescer em 11,5 bilhões de reais, segundo avaliação do Orçamento. O aumento pode ampliar o bloqueio de despesas federais próximo das eleições, conforme discutido pelo governo.
A elevação decorre da tentativa de reduzir a fila de requerimentos do INSS, que chegou a 3,1 milhões no início deste ano. A gestão Lula sinaliza que a queda da fila é prioridade para a reeleição.
Desde o início do ano, o Ministério da Economia monitora a possibilidade de frear gastos adicionais com a Previdência por meio de ajustes no Orçamento, para cumprir o arcabouço fiscal vigente. As medidas dependem de outros cortes.
Em março, o governo anunciou um bloqueio de 1,6 bilhão na despesa, gerando reação do mercado. Depois, houve incerteza sobre um bloqueio maior, com estimativas próximas a 4 bilhões, que foi adiada pela junta orçamentária.
Prosseguimento da revisão
O gasto mensal com previdência ficou em 81,8 bilhões em março e 82,6 bilhões em abril, com crescimento explicado pela concessão de novos benefícios e reajustes. A projeção mensal aponta alta entre 275 e 282 milhões.
A mudança na projeção também envolve novas regras para salário-maternidade, cuja ampliação é prevista em cerca de 5 bilhões neste ano, conforme decisão do STF sobre flexibilização do benefício.
A medida de bloquear recursos visa cumprir o teto de despesas, exigindo compensação com redução de itens discricionários, como custeio, investimentos e emendas parlamentares, segundo o arcabouço fiscal em vigor.
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