- Entidades (Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Sociedade Brasileira de Glaucoma e Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica) lançaram um manifesto pedindo mais rigor na venda de corticosteroides usados em colírios e pomadas oftálmicas.
- O objetivo é evitar automedicação, já que o uso sem orientação pode levar ao aumento da pressão intraocular e a danos irreversíveis no nervo óptico, com risco de glaucoma.
- Estudos citados indicam que trinta por cento a quarenta por cento das pessoas que usam indiscriminadamente corticosteroides apresentam elevação da pressão intraocular; o risco é maior em crianças.
- O manifesto será encaminhado à Anvisa, ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a outras entidades para ampliar a orientação médica e o monitoramento.
- A campanha “24 Horas pelo Glaucoma” busca diagnóstico precoce; estima-se que 1,7 milhão de brasileiros convivam com glaucoma, com metade dos casos ainda sem diagnóstico.
Em nota conjunta, três entidades brasileiras da ophthalmologia lançaram um manifesto para reduzir o uso indiscriminado de corticosteroides em colírios, pomadas e outros instrumentos oftálmicos. O objetivo é evitar elevação da pressão intraocular e o glaucoma, que pode levar à cegueira irreversível. O documento foi divulgado nesta quinta-feira, 21, em Brasília.
As entidades envolvidas são o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SGB) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP). O texto será encaminhado à Anvisa, ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a outras entidades médicas para reforçar a necessidade de prescrição médica e controle mais rígido na venda.
O manifesto destaca lacuna regulatória que facilita a automedicação com corticoides. Segundo as entidades, é essencial um fluxo de monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam esses medicamentos por períodos prolongados, especialmente crianças e pessoas com histórico familiar de glaucoma.
Dados citados apontam que 30% a 40% dos usuários de corticosteroides em colírios ou pomadas apresentam aumento da pressão intraocular. O grupo alerta que esse risco é maior em uso prolongado e que pode ocorrer mesmo sem sintomas evidentes.
A campanha associada, intitulada “24 Horas pelo Glaucoma”, visa diagnóstico precoce e conscientização sobre a doença, cuja ausência de tratamento pode evoluir para cegueira. Estima-se que 1,7 milhão de brasileiros convivam com glaucoma, com metade ainda não diagnosticada.
Profissionais da área destacam o papel de orientar pacientes, principalmente crianças, sobre uso seguro. Em declarações, a SBOP sinaliza que medicamentos corticoides, quando usados sem acompanhamento, podem alterar o funcionamento ocular e dificultar a drenagem do líquido intraocular.
Especialistas salientam que não é objetivo restringir tratamentos necessários, mas assegurar que haja supervisão médica. A SGB reforça a necessidade de encaminhar pacientes para avaliação oftalmológica, especialmente aqueles que fazem uso prolongado fora da área de atuação oftalmológica.
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