- A operação mira Deolane Bezerra, Marco Willians Marcola e familiares dele, em prisão preventiva relacionada à lavagem de dinheiro do PCC.
- A investigação aponta uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau (SP) como braço financeiro da facção criminosa.
- Foram presos Everton de Souza (operador financeiro) e Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrina de Marcola) na Espanha; Marcola e Alejandro Camacho já estão em presídios federais e foram notificados da ordem de prisão.
- A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra, por indícios de origem não comprovada dos recursos.
- A apuração teve início em 2019, com apreensões de bilhetes e derivou para novas frentes, incluindo buscas a Giliard Vidal dos Santos e a contador Eduardo Affonso Rodrigues.
A operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil mira lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Deolane Bezerra e Marcola são apontados entre os principais alvos, com mandados de prisão expedidos nesta quinta-feira. A investigação envolve uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau (SP) usada pela facção.
Entre os presos estão Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro, e uma sobrinha de Marcola na Espanha. Marcola e Alejandro Camacho, irmão dele, já estavam presos em presídio federal e foram notificados da nova ordem. A defesa não havia sido localizada até o fechamento.
Mandados de Prisão
- Deolane Bezerra foi presa após retornar ao Brasil, vindo de Roma, na Itália. Ela havia sido incluída na lista da Interpol, mas retornou na quarta-feira (20).
- Everton de Souza, segundo investigações, orientava a distribuição de dinheiro e indicava contas de destino.
- Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, foi presa na Espanha; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho de Marcola, estaria na Bolívia.
- Marcola e Alejandro Camacho estão sob nova ordem de prisão em Brasília; já estavam na Penitenciária Federal de Brasília.
- Outros alvos incluem Giliard Vidal dos Santos, influenciador próximo de Deolane, e Eduardo Affonso Rodrigues, contador, com mandados de busca.
Investigação e contexto
- O esquema envolve uma transportadora com base em Presidente Venceslau, usada pela cúpula da facção para lavar dinheiro.
- A origem dos recursos inclui movimentações associadas a uma empresa de fachada, a Lopes/Lemos Transportes, usada para repasses a Marcola, Alejandro e familiares.
- A apuração aponta depósitos em espécie, com uso de contas de Deolane Bezerra e de Everton de Souza como intermediários.
- A Justiça bloqueou cerca de R$ 27 milhões em nome de Deolane por não comprovação da origem dos valores.
- A apuração também aponta repasses a duas empresas de Deolane, avaliados em aproximadamente R$ 716 mil, sem comprovação de serviços correspondentes.
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