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China critica EUA por acusações contra Raúl Castro e afirma apoio a Cuba

China critica EUA por acusações contra Raúl Castro e diz apoiar Cuba, pedindo fim de sanções e da pressão sobre Havana

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  • A China criticou os EUA por acusarem criminalmente Raúl Castro e pediu que Washington cesse pressão e sanções sobre Cuba.
  • O porta-voz Guo Jiakun afirmou que Pequim se opõe ao “abuso de meios judiciais” e à interferência externa na ilha, apoiando sua soberania.
  • As acusações referem-se ao caso de 1996, quando jatos cubanos teriam abatido aeronaves de exilados; Castro era ministro da Defesa à época e é acusado de conspirar para matar cidadãos americanos.
  • Raúl Castro, que participou da política cubana, assumiu a Presidência em 2008 e deixou o cargo em 2018, mantendo influência no governo.
  • O contexto envolve pressão dos EUA por mudanças em Cuba e um bloqueio que agravou a crise; o incidente gerou respostas entre autoridades de ambos os países, incluindo uma proposta de ajuda norte-americana.

A China criticou fortemente os EUA nesta quinta-feira (21), acusando Washington de abusar de meios judiciais para pressionar Cuba. Pequim pediu que o governo americano cesse pressões e sanções contra a ilha, em defesa da soberania cubana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, destacou que a China se opõe ao uso de mecanismos legais para interferir em assuntos cubanos.

Segundo Guo, Pequim apoia Cuba na defesa de sua dignidade nacional e rejeita qualquer intervenção externa. As acusações contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, estão vinculadas a um caso de 1996 quando jatos cubanos teriam abatido aeronaves de exilados cubanos. Castro era ministro da Defesa na época e é acusado de conspirar para matar cidadãos norte‑americanos, entre outras imputações.

A denúncia ocorre em meio a tensões entre Washington e Havana, com o governo americano pressionando por mudanças políticas e impondo sanções. Em resposta, o tempo todo, o bloqueio contribuiu para a crise econômica e energética em Cuba e para apagões. O contexto envolve o esforço dos EUA para ampliar a influência na região.

Reação e desdobramentos

Em uma mensagem veiculada aos cubanos, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu abrir espaço para uma nova relação entre os dois países e mencionou possível ajuda de até 100 milhões de dólares, destinada a alimentos e medicamentos. Cubanos, contudo, enfrentam críticas internas sobre a ajuda externa e o impacto do bloqueio.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu dizendo que Rubio atua como porta-voz de interesses questionáveis, mas não rejeitou a possibilidade de aceitar apoio. Rodríguez afirmou, em rede social, que o país avalia o pacote, destacando o efeito devastador das sanções sobre a população.

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