- Liderança em Conselhos de Administração busca fazer prevalecer decisões colegiadas sobre as individuais; tema discutido no curso Leading From The Chair, promovido pelo Insead em parceria com o IBGC, na França.
- Participaram presidentes e conselheiros seniores de empresas brasileiras, entre aberto e fechado, com trocas de experiências e referências a pesquisas de conselhos europeus e norte-americanos.
- Aprendizados incluem enxergar o presidente como maestro, valorizar diversidade e alinhar conhecimento sobre a organização e o mercado, além de fornecer informações prévias qualificadas; os conselhos podem adotar modelos variáveis (passivo, mentor, parceiro ou gestor).
- A lista de atributos valorizados para o presidente envolve ampliar soft skills, atuar como supervisor, condutor do processo, coordenador das discussões, flexibilidade, apoio constante ao CEO, feedback, síntese, cuidado com relacionamentos, coragem para lidar com o contraditório e reflexão final.
- Governança eficaz não se resume a aprovar planos; envolve questionar números, entender riscos, recursos e consequências, fazer perguntas difíceis e, muitas vezes, dizer não a projetos ou metas que não sustentem a operação ou comprometam a cultura.
Na França, a participação no curso “Leading From The Chair” reuniu presidentes e conselheiros seniores de empresas brasileiras para discutir liderança em Conselhos de Administração. O evento foi promovido pelo INSEAD em parceria com o IBGC.
Os professores Stanislav Shekshnia e Timothy Rowley conduziram as jornadas, destacando a profundidade das discussões e a relevância de pesquisas internacionais para a governança brasileira. A turma incluiu membros de capital aberto e fechado.
O objetivo foi ampliar a compreensão sobre como decisões colegiadas devem prevalecer sobre as individuais, fortalecendo o papel do presidente do Conselho. O conteúdo abordou cenários, modelos de atuação e os dilemas do cargo.
Papel do presidente do Conselho
A formação reforçou a necessidade de orquestrar visões diversas, alinhar conhecimento sobre a organização e entender aspectos psicológicos que afetam as relações entre conselheiros.
Foi destacado que o Conselho pode variar entre modelos passivo, mentor, parceiro ou gestor, adaptando-se ao cenário, ao perfil das partes e ao amadurecimento da empresa.
Entre as competências valorizadas, está a capacidade de equilibrar autoridade e humildade, estimular contribuições além da área de atuação e fundamentar decisões com informações qualificadas.
Governança e prática
A governança eficaz envolve questionar planos, entender os riscos e as consequências das medidas aprovadas, indo além da aprovação de metas anuais.
O líder do Conselho precisa ser efetivo, não apenas eficiente, mantendo foco, flexibilidade e capacidade de síntese para orientar o CEO e os demais conselheiros.
Para manter a relevância da instância, é essencial atualizar hábitos, incorporar novos repertórios e assegurar que o Conselho contribua para a evolução estratégica da organização.
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