- Duas garrafas de Domaine de la Romanée-Conti roubadas da adega de L’Auberge Provençale, na Virgínia, foram devolvidas à polícia após quase cinco meses.
- Entre os itens recuperados estão um 2020 Romanée Conti, avaliado em US$ 24.000, e um 2019 Richebourg, estimado em US$ 7.000, ambos da Domaine de la Romanée Conti.
- A devolução ocorreu pouco antes do julgamento de Natali Ray, britânica acusada de participação no furto; o caso também envolve o suspeito sérvio Nikola Krndija.
- Segundo as autoridades, Ray usou o pseudônimo “Stephanie Jacobs” e Krndija ocultou as garrafas em bolsos modificados de um casaco durante a visita à adega, com uso de perucas.
- Os proprietários afirmam que as garrafas perderam muito do valor, sem confirmação de armazenamento adequado, levantando dúvidas sobre a cadeia de custódia; Ray foi considerada culpada e recebeu 12 meses de prisão, com tempo já cumprido.
Two garrafas de vinho Burgundiano, roubadas do vinhedo Do
maine de la Romanée-Conti, voltaram às autoridades meses após o furto internacional alegado. O caso envolve uma suposta operação de alta complexidade com perucas, identidades falsas e um suspeito fugitivo serbio. O episódio ocorreu no restaurante L’Auberge Provençale, na Virgínia.
Segundo o The Washington Post, as garrafas recuperadas incluem um Romanée-Conti 2020 avaliado em US$ 24 mil e um Richebourg 2019, estimado em cerca de US$ 7 mil, ambos de Domaine de la Romanée-Conti. Os vasilhames foram entregues aos investigadores pelo filho de Natali Ray, após chegarem de forma anônima a um gabinete de defensoria pública.
A polícia afirma que Ray, de 57 anos, e o sérvio Nikola Krndija tentaram cometer o furto em novembro de 2025, apresentando-se como clientes interessados em um jantar privado de alto valor. Durante a visita à adega, Krndija supostamente ocultou as garrafas em bolsos improvisados de um sobretudo; o uso de perucas e disfarces foi registrado em imagens de vigilância.
As autoridades demoraram a rastrear o paradeiro dos objetos, que ficaram ausentes por 145 dias. A suposta fuga de Krndija ocorreu após a descoberta do furto, com Ray detida e Krndija supostamente fugindo em veículo e embarcando para Viena.
Os donos do restaurante, Alain e Celeste Borel, cobrem dúvidas sobre o valor atual das garrafas. Além da perda potencial de condições de armazenamento, mencionam a dificuldade de comprovar a cadeia de custódia e a autenticidade do estado das bebidas.
Ray reconheceu os crimes, incluindo grande furto, posse de ferramentas de arrombamento e fraude a estabelecimento. O juiz Alexander R Iden a condenou a 12 meses de prisão, com aproveitamento do tempo já cumprido. A defesa destacou histórico sem antecedentes e atividades profissionais da ré, além de tratamento médico em curso.
O caso reforça preocupações sobre furtos organizados de vinhos finos, com autoridades lembrando ataques a restaurantes e colecionadores. As investigações continuam para confirmar a procedência e o estado das garrafas recuperadas.
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