- Desenrola 2.0 registrou, nos primeiros 10 dias, negociação de quase R$ 1 bilhão em 100 mil contratos, dentro da faixa principal do programa Desenrola Famílias.
- O público-alvo é de cerca de 80 milhões de inadimplentes, com potencial para renegociar entre R$ 50 bilhões e R$ 70 bilhões; o prazo inicial do programa é de 90 dias.
- Para os bancos, a redução de prejuízos com a inadimplência, via garantias do governo, é vista como negócio lucrativo; já a renegociação para clientes em dia tende a reduzir a rentabilidade.
- Bancos resistem a aderir ao Desenrola para quem está em dia com as parcelas, o que gerou discussão sobre “Desenrola antes do rolo” e possíveis efeitos de incentivos à inadimplência.
- Especialistas destacam risco moral na medida e apontam que renegociações em dia, com descontos e juros mais baixos, podem reduzir significativamente a rentabilidade das operações.
O Desenrola 2.0 avança ao ampliar renegociações de dívidas com garantias governamentais, reduzindo prejuízos com inadimplência para os bancos. Em seus 10 primeiros dias, o programa informou a negociação de cerca de R$ 1 bilhão envolvendo 100 mil contratos. A expectativa é ampliar as renegociações até o fim do período inicial de 90 dias.
A lista de quem pode renegociar é ampla: cerca de 80 milhões de cidadãos inadimplentes, correspondentes a aproximadamente metade da população adulta. Estima-se que o volume renegociável fique entre R$ 50 bilhões e R$ 70 bilhões, conforme adesão do setor financeiro.
A resistência a uma segunda linha do programa, voltada a quem está em dia com as parcelas, é perceptível. O governo planeja um Desenrola para adimplentes, mas bancos ainda trabalham para viabilizar a adesão, citando impacto na rentabilidade.
Resistência dos bancos
O setor financeiro demonstra cautela quanto à renegociação para quem não está inadimplente. A orientação do Desenrola antes do rolo é manter benefícios para adimplentes, como descontos e juros menores, sem prejuízo à lucratividade.
Especialistas destacam o efeito de waivers ou condições especiais para quem está em dia. A prática de renegociar dívidas em dia pode reduzir a rentabilidade de empréstimos originalmente mais lucrativos, segundo dirigentes do setor.
A projeção é de que a adesão ao Desenrola para adimplentes dependa de acordos entre governo e bancos. Até o momento, não houve anúncio público sobre a implementação dessa segunda fase.
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