Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Biblioteca de Maria Homem guarda relíquia de Freud e memória de Calligaris

Biblioteca de Maria Homem guarda relicário de Freud e memórias de Contardo Calligaris, evidenciando a relação entre psicanálise e literatura brasileira

Maria Homem em seu apartamento no Jardim Paulista. Foto: Bruno Nogueirão/Estadão
0:00
Carregando...
0:00
  • A psicanalista Maria Homem abriu a biblioteca particular na cobertura do Jardim Paulista para a série Coleção de Livros, destacando Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.
  • O espaço guarda um exemplar quase centenário de Sigmund Freud e lembranças de Contardo Calligaris, cujo legado aparece também em cadernetas de anotações.
  • A urna com as cinzas de Contardo Calligaris fica na sala de jantar, ao lado de obras sobre arte erótica, acompanhando uma montagem da biblioteca com itens dele e de Maria.
  • Machado de Assis foi apontado como porta de entrada de Maria à leitura, que evoluiu para o interesse por Guimarães Rosa e pela psicanálise, em especial a obra de Lacan.
  • Além de nacionais, a coleção reúne clássicos da psicanálise, incluindo Freud em várias edições e autoras como Lou Andreas-Salomé e Sabina Spielrein, com uma primeira edição de O mal-estar na civilização (1930).

A psicanalista e escritora Maria Homem abriu as portas de sua biblioteca particular, em um Cobertura no Jardim Paulista, para a série Coleção de Livros. O espaço guarda obras de autores nacionais, clássicos da psicanálise e lembranças de Contardo Calligaris, cuja morte completará quatro anos no próximo domingo.

Entre os destaques, a partir de Machado de Assis, que acompanha a trajetória de leitura desde a infância, passando por Guimarães Rosa na juventude e chegando a Clarice Lispector na vida adulta. A especialista comenta como cada autor influenciou sua relação com a psicologia e com a escrita.

A biblioteca reúne ainda um exemplar quase centenário de Freud, além de uma edição da primeira metade do século XX de O mal-estar na civilização, presente na coleção. Também tributa a contribuição de mulheres na psicanálise, como Lou Andreas-Salomé e Sabina Spielrein, reconhecendo sua importância histórica.

Machado de Assis como porta de entrada

Aos poucos, a você percebe a leitura de Machado como caminho para a psicologia que a atraiu. A autora destaca o impacto do realismo cru de suas obras e a forma como desvela a alma humana sem omitir a complexidade dos sentimentos.

Guimarães Rosa e Lacan

A leitura de Guimarães Rosa é comparada a uma aproximação de Lacan pela linguagem desafiadora. Segundo Maria, Rosa e Lacan aparecem como pilares que ampliam o modo de entender a psicanálise e a literatura, cada um à sua maneira.

A curiosa paixão pela arte erótica

Na sala de jantar, obras sobre arte erótica coexistem com uma urna que guarda as cinzas de Contardo Calligaris. O acervo funciona como memória da convivência entre vida, literatura e psicanálise.

Clarice Lispector e o universo dos contos

Entre os preferidos, a coleção de contos de Clarice Lispector ganha relevância. A pesquisadora cita títulos e análises, destacando a força do formato do conto na expressão psíquica e na construção de linguagem.

Um acervo completo de Freud

A seção de Freud inclui versões em várias línguas, reforçando o alcance da obra. A primeira edição de O mal-estar na civilização, presente na biblioteca, compõe uma peça rara trazida por um amigo da Alemanha.

A entrevista destaca a valorização de autores nacionais e internacionais, com foco na relação entre literatura e psicanálise. O acervo de Maria Homem revela uma visão rica sobre a formação de uma pensadora que une leitura, clínica e pesquisa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais