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Cirurgia robótica passa a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde

Cobertura obrigatória de prostatectomia robótica pelos planos de saúde amplia o acesso no Brasil, condicionado à infraestrutura hospitalar disponível

Cirurgia robótica ganha cobertura obrigatória nos planos de saúde
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  • Cirurgia robótica para câncer de próstata passou a ter cobertura obrigatória em planos de saúde no Brasil, desde o dia 1º de abril, via prostatectomia radical assistida por robô.
  • A medida resulta de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e envolve o uso de console Da Vinci; no entanto, a oferta na rede pública depende da infraestrutura das unidades.
  • No Brasil existem cerca de quinhentos cirurgiões habilitados para a técnica, com aproximadamente duzentos e cinquenta qualificados para operar sem supervisão; globalmente, são cerca de doze mil consoles, versus cento e cinquenta e sete no mercado nacional.
  • A equipe necessária inclui no mínimo dois cirurgiões certificados, uma instrumentadora, um anestesista e apoio de sala; o robô é controlado pelo médico, não realiza a cirurgia sozinho.
  • Entre os benefícios estão menor trauma, internação mais curta, recuperação mais rápida e redução de sangramento, com menor necessidade de analgésicos; a cirurgia não aumenta por si só a chance de cura.

Realização com console robótico Da Vinci passa a ter cobertura obrigatória em planos de saúde de todo o Brasil. O método menos invasivo é utilizado para prostatectomia radical no tratamento do câncer de próstata.

A decisão, tomada com recomendação da Conitec, entrou em vigor no dia 1º de abril. A incorporação ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde permite acesso via planos aos hospitais com infraestrutura adequada.

A mudança amplia o alcance da cirurgia robótica, que já era oferecida principalmente na rede privada. A oferta depende, porém, da disponibilidade de equipamentos e equipes treinadas nas unidades credenciadas.

Como funciona a cirurgia robótica

Realizada com o Da Vinci, a técnica oferece visão tridimensional ampliada e movimentos precisos para remover a glandula prostática. O equipamento não executa a cirurgia sozinho; depende de um cirurgião habilitado ao controle dos braços robóticos.

Segundo especialistas, o método reduz traumas, favorece recuperação mais rápida e diminui sangramentos e uso de analgésicos. As vantagens também incluem menor tempo de internação e redução de riscos de complicações, em comparação com a cirurgia convencional.

O procedimento costuma exigir uma equipe mínima, com pelo menos dois cirurgiões certificados, uma instrumentadora e um anestesista. O cenário atual do mercado também inclui a linha de consoles chineses Toumai, que compete com o Da Vinci.

Ampliação do acesso e custos

Mesmo com a cobertura nos planos, a disponibilidade varia conforme parcerias entre operadoras e hospitais, o que pode limitar o acesso em algumas regiões. Pacientes sem rede credenciada podem pagar integralmente e pedir reembolso parcial.

Em termos de custos, o valor hospitalar de uma cirurgia robótica de próstata fica entre 19 mil e 21 mil reais na capital paulista, excluindo honorários médicos. O Da Vinci, hoje, envolve custos elevados, especialmente com manutenção.

O mercado global registra milhares de consoles em uso, com o Brasil abrigando um número relativamente baixo de unidades. A expectativa é de aumento gradual da oferta e do treinamento de profissionais para acompanhar a demanda.

Contexto epidemiológico

No Brasil, o câncer de próstata é o tipo com maior incidência entre homens, com cerca de 70 mil diagnósticos por ano. A doença permanece responsável por parte relevante das mortes por câncer no país, reforçando a importância de diagnóstico precoce e tratamentos avançados.

Especialistas ressaltam a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura e de preservação da função sexual. A tecnologia, por sua vez, promete reduzir efeitos colaterais e facilitar a recuperação.

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