- Estudo inédito no Brasil calcula, pela primeira vez, a pegada de carbono do soro de leite e seus derivados, conectando campo, transporte e indústria em uma análise única.
- A pesquisa envolve Embrapa Gado de Leite, Sooro Renner Nutrição e UTFPR, utilizando Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) para medir impactos ambientais ao longo de toda a cadeia.
- O mercado global de whey em 2025 somou US$ 9,68 bilhões e deve chegar a US$ 17,53 bilhões até 2033, com crescimento anual de cerca de 7,5%.
- O estudo aponta que aproximadamente 85% das emissões associadas à produção de soro em pó ocorrem no campo, destacando a importância de manejo, alimentação e gestão na fazenda.
- Dados do levantamento são disponibilizados gratuitamente na plataforma SICV Brasil (IBICT), permitindo uso público para pesquisas, empresas e políticas ambientais, com avanço rumo a metas de redução de emissões.
Embrapa Gado de Leite, em parceria com Sooro Renner Nutrição e a UTFPR, criou um inventário ambiental do soro de leite e seus derivados. A análise conecta produção no campo, transporte e indústria, avaliando toda a cadeia de valor.
O estudo, sediado em Juiz de Fora (MG), utiliza a Avaliação de Ciclo de Vida para medir impactos ambientais ao longo do ciclo do soro, do leite cru ao produto final como pó de soro de leite.
A novidade reside na metodologia aplicada, que amplia o olhar para além das fases industriais. O levantamento acompanha produção, logística e transformação, incluindo o transporte entre etapas.
Segundo Vanessa Romário de Paula, da Embrapa, a cadeia láctea brasileira avança rumo à transparência ambiental e à eficiência produtiva. O soro, antes visto como subproduto, ganha relevância econômica.
A pesquisa aponta que cerca de 85% das emissões associadas ao soro em pó ocorrem ainda na fazenda. Manejo, alimentação do rebanho e gestão da propriedade influenciam mais do que melhorias industriais.
Dados do estudo indicam que fazendas mais produtivas tendem a reduzir emissões por unidade de produto. A produtividade por hectare e por vaca aparece como fator central na sustentabilidade do setor.
Os resultados foram tornados públicos na plataforma SICV Brasil, do IBIC. A abertura de dados cria base para pesquisadores, empresas e formuladores de políticas ambientais em nível nacional.
Thiago Oliveira Rodrigues, do IBICT, ressalta que a disponibilidade de dados reais facilita decisões em ACV e projetos ligados ao setor. A iniciativa dialoga com metas internacionais sobre emissões de metano.
A União Internacional participa de compromissos como o Compromisso Global de Metano, com metas até 2030. A próxima etapa do projeto deve apresentar recomendações para mitigação de gases ao longo da cadeia láctea.
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