- A Alice vai usar Claude Code, da Anthropic, para escrever todas as linhas de código a partir de maio, em busca de automatizar processos e ampliar o papel da IA na empresa.
- A healthtech captou US$ 22 milhões em 2025, com investidores como Kaszek, ThornTree Capital Partners, Canary e Globo Ventures.
- Em um piloto com seis engenheiros, a IA reduziu o tempo médio de resolução de bugs em quarenta por cento e aumentou entregas por sprint em vinte por cento, sem incidentes em produção.
- A segurança de dados é prioridade: a Alice utiliza a ferramenta proprietária Data Layer hospedada em servidores da Amazon e só trabalha com parceiros que aderem a altos padrões de proteção.
- A meta é dobrar a receita até 2027, para cerca de R$ 2 bilhões em receita recorrente anual, com 160 mil membros, além de capacitar 100% do time de negócios em IA até agosto de 2026.
Dentro da Alice, o desenvolvimento de software ganhou um novo integrante. A healthtech captou US$ 22 milhões em 2025 com investidores como Kaszek, ThornTree Capital Partners, Canary e Globo Ventures. E decidiu abrir caminho para a inteligência artificial escrita de códigos.
A partir deste mês, o Claude Code, da Anthropic, fica responsável por escrever todas as linhas de código da Alice. A empresa aposta na automação de processos e na expansão do uso da IA além do desenvolvimento de produto.
O Claude Code é um sistema que lê bases de código, altera arquivos, executa testes e entrega o código final. Diversas ferramentas foram testadas, mas a Anthropic apresentou melhor desempenho e aceitação interna, segundo o CEO André Florence.
“Estamos diante de uma mudança geracional. A ideia é entender o momento e aproveitar a transformação, adotando uma postura All in”, afirma Florence. A visão orienta a evolução da Alice, com o objetivo de colocar colaboradores no topo de seu potencial.
Não apenas o papel do engenheiro muda; o processo passa a envolver toda a equipe. Com a ferramenta, problemas que antes eram resolvidos por especialistas passam a ser atacados pela organização como um todo, explica o executivo.
A estratégia implica reformular a estrutura de engenharia, partindo da organização de dados para sustentar fundamentos de agentes autônomos. A mudança estrutural é central para o que a empresa chama de inovação baseada em IA.
Segurança e governança
A adoção do Claude Code traz implicações para o setor de saúde, devido ao acesso a dados sensíveis. Engenheiros atuarão como arquitetos de sistemas, mapeando falhas e garantindo segurança. O Data Layer, ferramenta proprietária hospedada na nuvem da Amazon, é apresentado como diferencial de proteção.
Antes de expandir o modelo, a Alice realizou um piloto com seis engenheiros por um mês. O tempo médio para resolver bugs caiu 40%, e a taxa de entregas por sprint avançou 20%. O squad passou a corrigir cerca de quatro bugs diários, sem incidentes em produção.
Florence ressalta que o relacionamento com o cliente permanece igual, com forte presença humana em hospitais. A tecnologia sustenta serviços, sem reduzir o contato humano.
Uma mudança estrutural
A empresa avançou com uma mudança cultural para se tornar AI-native na América Latina. A meta é automatizar processos operacionais, reduzir custos administrativos e alcançar 2% da receita como ARR no longo prazo, abaixo da média do setor.
A Alice investe em capacitação em IA por meio de um programa de proficiência e pretende que 100% do time de negócios atinja fluência até agosto de 2026. O Claude Cowork facilita atividades autônomas, acelerando a operação.
Para engenheiros, a atuação deve se tornar cada vez mais transversal, envolvendo operações, finanças e RH. A prioridade é compreender a infraestrutura, bancos de dados e sistemas, não apenas adotar a ferramenta de IA.
A empresa já abriu vagas para desenvolvimento orientado por agentes e ajusta processos seletivos para priorizar experiência prática com IA. A expectativa é dobrar a receita até 2027, chegando a R$ 2 bilhões em ARR e 160 mil membros, com o time de negócios mantendo o ritmo.
Resultados e visão de longo prazo
Florence reforça que a Alice não busca apenas resultados de curto prazo, mas tornar-se a melhor empresa de saúde e melhorar desfechos a custos mais baixos. O uso de IA está relacionado à melhoria de serviços para clientes, com benefícios também para o sistema de saúde.
Casos já disponíveis para o consumidor incluem agentes de IA conversacional no app e no WhatsApp. Eles realizam triagens de condições como câncer de mama, diabetes e gravidez, cruzando dados com informações dos pacientes para indicar exames e acionar a equipe clínica.
O executivo afirma que a evolução é rápida e deve trazer novidades em breve. A ambição é tornar a tecnologia acessível ao SUS, expandindo o screening para o país inteiro.
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