- Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, afirma que o áudio envolvendo Vorcaro e a visita ao ex-banqueiro podem inviabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
- Flávio é associado a uma suposta negociação de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro; no áudio, ele chama Vorcaro de “meu irmão”.
- O senador visitou Vorcaro em 2025, após a prisão do empresário.
- A pesquisa da Atlas divulgada nesta terça-feira mostra queda de quase seis pontos percentuais para Flávio, com 41,8% das intenções de voto, enquanto Lula tem 48,9% em um eventual segundo turno.
- Roman aponta que o cenário pode piorar e que, para a oposição, seria difícil substituir Flávio sem impactar o bolsonarismo; a campanha tenta usar ataques a adversários para neutralizar o desgaste, segundo ele.
O áudio vazado envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, aliado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, é apontado pelo CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, como capaz de inviabilizar a candidatura dele à presidência. A avaliação foi feita ao WW, com ênfase no peso da pauta de corrupção para o eleitor.
Roman argumenta que o tema segue como uma das maiores preocupações da sociedade, influenciando a percepção pública sobre o candidato e o partido. Ele cita históricos como Mensalão e o episódio dos “pedalinhos” ligados a familiares de Lula para contextualizar o impacto dessas relações.
O código de comunicação entre Flávio e Vorcaro envolve uma suposta negociação de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. No áudio, o senador se refere ao ex-banqueiro como irmão, além de pedir recursos para a produção. Flávio também o visitou em 2025, após a prisão de Vorcaro pela primeira vez.
Para a campanha, o pré-candidato classificou a situação como um processo de fechamento da relação com Vorcaro, endossando que o filho procurava patrocínio para o projeto. A visita de 2025 é apresentada pela defesa como um ponto final na relação, segundo Flávio.
A Atlas divulgou, nesta terça, uma pesquisa que aponta queda de quase seis pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro diante das revelações. O levantamento mostra 41,8% de intenção de voto para Flávio e 48,9% para Lula em cenário de segundo turno.
Análise de Roman sugere que o cenário tende a piorar para o candidato, elevando a necessidade de a oposição explorar vantagens. Ele pondera que abandonar a corrida na tentativa de proteger o clã pode não favorecer a sobrevivência política do bolsonarismo.
Para reduzir o desgaste, a campanha de Flávio recorre a citacões de casos de corrupção de adversários, buscando equalizar o tom. Segundo Roman, essa estratégia tem espaço limitado, dada a evolução do debate público e o histórico do movimento político.
| Observação: o conteúdo descreve avaliações e cenários políticos; não representa opinião do redator nem da publicação. As informações refletem dados divulgados por fontes citadas na reportagem original. |
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