- Tiê lançou o álbum “Esgotada”, primeiro ato do projeto duplo; o segundo, “Amorosa”, será lançado no segundo semestre.
- O disco chegou às plataformas em 20 de maio de 2026 e aborda cansaço, maternidade, saúde emocional e autocuidado.
- Entre as oito faixas, temas vão de amizade a culpa e amadurecimento; contou com produção de André Whoong e Tó Brandileone, com participação de Adriana Calcanhotto em “Atitude” e Rita Wainer em “Altar”.
- A capa e a estética valorizam o trabalho manual: pintura a óleo baseada em foto analógica, com Tiê participando da construção visual dos logos.
- O projeto é visto como retrato de maturidade artística e transformação pessoal, combinando momentos mais intimistas de piano com passagens sonoras mais pulsantes.
Tiê lançou o álbum Esgotada, primeiro de um projeto duplo, com o segundo ato, Amorosa, previsto para o segundo semestre. O lançamento ocorreu nesta quarta-feira, 20, disponibilizado nas plataformas digitais. A obra é autoral e reflete uma fase de amadurecimento da cantora, que soma 17 anos de carreira.
O disco traz oito faixas que transitam entre intimismo e maior pulsação sonora. O tema central é o esgotamento, mas a produção não fica nessa linha única; há reflexões sobre amizade, culpa, escolhas e autocuidado, em uma narrativa que atravessa maternidade e saúde emocional.
Produzido em parceria com André Whoong e Tó Brandileone, Esgotada teve finalização com a colaboração de Marcus Preto. A ideia de lançar dois volumes veio do acúmulo de faixas, que somadas somaram 15 canções ao todo, tornando impraticável um único lançamento.
Entre as faixas, destacam-se parcerias como Altar, com Rita Wainer, em que Tiê se dirige à sua própria voz e rotina de sobrevivência. A canção aborda doenças emocionais, rituais simples de cuidado e o valor da análise para a saúde mental.
Adriana Calcanhotto participa de Atitude, num encontro que Tiê descreve como uma oportunidade obtida após conversar com a artista nos bastidores de festival. A musa inspira uma atmosfera que lembra bolero, segundo a cantora.
Capa e conceito visual
A arte de Esgotada reforça a relação entre trabalho manual e tecnologia. A capa, criada a partir de uma fotografia analógica, ganhou pintura a óleo pela artista Marina Quintanilha, com base na imagem de Indira Dominici. Tiê exercitou participação direta, inclusive desenhando logos das músicas.
Em tempos de IA, a intérprete defende o valor do artesanal, destacando que imperfeições dão vida ao objeto artístico. Ela afirma ter cuidado de envolver as mãos na construção visual do projeto, para além de algoritmos.
Contexto e expectativa
O disco marca uma nova fase na carreira de Tiê, que celebra os 17 anos de atuação após passagens por festivais como Lollapalooza e Rock in Rio. Ela descreve Esgotada como retrato de maturidade, com menos ingenuidade e mais bagagem para enfrentar o cenário criativo contemporâneo.
Mesmo diante do cansaço, Tiê afirma que a criatividade permanece necessária. Segundo ela, quanto maior o cansaço, maior a motivação para expor tudo no álbum, mantendo a energia de um projeto que privilegia a honestidade.
Fonte: Terra
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