- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve barrar nesta quinta-feira, dia 21, a abertura de uma CPI mista para investigar as fraudes do Banco Master.
- Há dois pedidos de CPI com as assinaturas necessárias; a abertura costuma ocorrer automaticamente na próxima sessão conjunta após atingir apoio de vinte e sete senadores e cento e setenta e um deputados.
- A expectativa é que Alcolumbre leia um dos requerimentos no início da reunião, mas há chances dele ignorar o pedido novamente.
- Governo e oposição protocolaram seus pedidos e devem cobrar o presidente em plenário, embora haja entendimento entre eles de que a instalação da CPI não interessa a ninguém.
- O tema envolve ligações com o bolsonarismo e áudio envolvendo Flávio Bolsonaro sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, o que alimenta o desgaste político.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve barrar, nesta quinta-feira, a abertura de uma CPI mista para investigar as fraudes no Banco Master. A leitura de requerimentos costuma ocorrer no início da sessão, mas a expectativa é de nova negativa.
Atualmente, dois pedidos de abertura de CPI possuem as assinaturas necessárias. O regimento prevê que a comissão seja instalada automaticamente na próxima sessão conjunta após atingir 27 senadores e 171 deputados.
A base governista e a oposição protocolaram seus pedidos, mas há acenos de acordo para evitar a instalação. Parlamentares admitem tratar o tema como jogo de bastidores, sem interesse real em criar a comissão.
Contexto político
O governo teme o motto de que “uma CPI se sabe como começa, mas não como termina”. O fator que envolve Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantém o tema em alta no debate, com avaliações divididas sobre o real alcance da investigação.
A oposição promete cobrar Alcolumbre em plenário, enquanto o governo também pressiona. Mesmo assim, há consenso entre aliados de que o senador pode rejeitar os requerimentos, mantendo o foco em outros assuntos da pauta.
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