- A Folha lança a série Menor Encontro de Homens do Brasil com Tati Bernardi, em quatro episódios que tratam de liderança, vida espiritual, saúde e paternidade.
- O lançamento ocorre nesta quinta-feira (21) e reúne entrevistas com filósofos, psicanalistas e médicos.
- O objetivo é oferecer novos modelos de masculinidade e esclarecer as inquietações de homens na atualidade.
- No primeiro episódio, Bernardi conversa com o pastor Ed René Kivitz, que critica leituras do evangelho que colocam mulheres em posição de inferioridade.
- O pastor destaca modelos masculinos bíblicos, como Jesus, para contrapor chavões machistas, ressaltando que Jesus chorou e não estaria preso a estereótipos.
A Folha publica a série Menor Encontro de Homens do Brasil, apresentada pela escritora Tati Bernardi. São quatro episódios que discutem liderança, vida espiritual, saúde e paternidade. O lançamento acontece nesta quinta-feira, 21, no site e no YouTube da Folha.
A iniciativa surge como desdobramento do movimento sobre masculinidade convocado pelo debate público atual. A proposta é avaliar novos modelos de masculinidade, com participação de filósofos, psicanalistas e médicos.
No formato, o projeto busca respostas a perguntas sobre como homens se relacionam com mulheres bem-sucedidas, religião e hormônios, além de temas como desejo sexual e movimentos de masculinidade. O objetivo é oferecer leitura crítica sobre o tema.
Episódio 1: entrevista com Ed René Kivitz
No primeiro episódio, Bernardi entrevista o pastor Ed René Kivitz. A conversa propõe colocar a igreja sob análise crítica para discutir masculinidade. O pastor defende leituras bíblicas que contrapõem estereótipos machistas.
Kivitz cita exemplos masculinos bíblicos que desconstroem a ideia de que homem não deve expressar emoção. Ele aponta que Jesus, segundo a leitura dele, é um modelo de masculinidade que não recorre à submissão de mulheres.
A entrevista também aborda distorções do ensino religioso que colocam mulheres em posição inferior. De acordo com o pastor, quem lê a Bíblia com esse viés perde o sentido real da mensagem e da dignidade feminina.
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