- O governo dos Estados Unidos apresentou acusações criminais contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, ligadas a um ataque de 1996 contra aeronaves civis da organização Irmãos ao Resgate.
- A ação envolve conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio; a investigação levou cerca de trinta anos.
- A acusação cita uma rede de espionagem cubana infiltrada em instalação militar norte-americana, com objetivo de obter informações sobre atividades militares dos EUA.
- Em Havana, moradores criticaram a acusação, ligando-a a manobra política que pode aumentar tensões entre os dois países.
- O governo cubano condenou a ação como desprezível, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que haverá um anúncio sobre o embargo contra Havana em breve; também chegou ao Caribe o grupo de ataque do porta-aviões Nimitz.
Na manhã de quarta-feira, 20 de setembro, os Estados Unidos apresentaram acusações criminais contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel. O caso envolve um ataque a aeronaves civis de exilados cubano-americanos durante a década de 1990. Os contrários ao regime cubano foram atingidos na ação, que resultou na morte de quatro homens.
Castro, então ministro da Defesa, é apontado como responsável por ter ordenado o ataque, segundo documentos judiciais. A acusação cita conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio. Outros réus, supostos pilotos, também figuram na ação.
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que a investigação levou três décadas para chegar a esse estágio. A primeira acusação contra Castro foi apresentada nos anos 1990, pelos procuradores federais de Miami.
A denúncia descreve uma rede de espionagem cubana infiltrada em uma base militar dos EUA, com o objetivo de obter informações sobre atividades militares norte-americanas. O objetivo, segundo o texto, era intimidar a comunidade de exilados cubanos no território americano.
Em Havana, moradores ouvidos pela Reuters reagiram de forma crítica à acusação, considerando-a uma manobra política que pode aumentar as tensões já acentuadas. O governo cubano repudiou veementemente a acusação, chamando-a de ato desprezível e de provocação política.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que haverá um anúncio sobre o embargo a Havana em breve. O embargo econômico de longa data, incluindo o bloqueio de petróleo, agrava a crise energética cubana. A comunicação sobre o tema não trouxe detalhes adicionais.
No contexto da operação militar, o grupo de ataque do porta-aviões Nimitz chegou ao Caribe. A embarcação tem capacidade para mais de 60 aeronaves e recursos avançados de armas, comando, comunicações e inteligência, ampliando o potencial de pressão militar na região.
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