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Baleia jubarte quebra recorde histórico de migração em percurso impressionante

Baleia jubarte percorre mais de 15 mil quilômetros entre Brasil e Austrália, abrindo questionamentos sobre mudanças oceânicas e rotas migratórias

Baleia jubarte cruzou oceanos e estabeleceu novo recorde de migração impressionante. (Imagem: Getty Images via Canva)
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  • Uma baleia jubarte percorreu pelo menos 15.100 quilômetros entre o Brasil e a Austrália, o maior recorde já registrado para a espécie.
  • A identificação ocorreu ao comparar fotografias da cauda, que tem desenhos únicos; foi possível reconhecer a mesma baleia em dois extremos do planeta após décadas de registros.
  • O estudo, publicado na Royal Society Open Science, indica que algumas jubartes podem cruzar oceanos inteiros durante migrações.
  • Pesquisadores apontam que mudanças nos oceanos, como alterações no gelo da Antártida, correntes e disponibilidade de krill, podem influenciar rotas migratórias e a conectividade entre populações.
  • Além de ampliar o conhecimento sobre comportamento e genética das jubartes, a descoberta evidencia a existência de movimentos migratórios mais complexos do que se pensava.

Uma baleia jubarte percorreu mais de 15 mil quilômetros, entre o Brasil e a Austrália, em uma migração inédita que quebrou recorde mundial. O feito foi registrado por meio de décadas de observação e apareceu em um estudo publicado na Royal Society Open Science.

Pesquisadores destacam que a distância excede o esperado para a espécie, cuja rotina envolve migrações entre áreas frias de alimentação e regiões quentes de reprodução. O caso aponta para conectividade entre populações distantes e sugere possíveis ajustes nas leituras sobre rotas oceânicas.

A identificação ocorreu pela análise de padrões únicos na cauda de cada baleia, que funciona como impressão digital. Ao cruzar milhares de fotografias, os cientistas comprovaram que uma baleia observada no Brasil era a mesma vista anos depois na Austrália.

Uma segunda baleia também realizou uma travessia entre os dois países, indicando que esse tipo de deslocamento pode ocorrer com mais frequência do que se pensava. A conclusão depende, porém, das localidades onde os animais foram avistados.

Como reconheceram a mesma baleia

O método principal foi comparar desenhos e manchas na parte inferior da nadadeira caudal. A correspondência entre arquivos de décadas reforça a veracidade do registro.

Os pesquisadores ressaltam que distâncias reais podem ser ainda maiores, já que as trajetórias só são conhecidas a partir dos pontos de avistamento reportados. O estudo evidencia a necessidade de ampliar a rede de observação global.

Possíveis impactos ambientais

Especialistas indicam que mudanças nos oceanos podem estimular migrações incomuns. Alterações no gelo Antártico, correntes marinhas e na distribuição do krill influenciam o deslocamento de jubartes.

Além disso, o intercâmbio entre grupos distantes favorece a diversidade genética, importante para a sobrevivência da espécie. Os autores lembram que os cantos das jubartes possuem componentes culturais que podem ser repassados entre populações.

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