- O senador Flávio Bolsonaro confirmou ter conhecido o banqueiro Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes de acusações públicas contra ele.
- Em 16 de novembro de 2025, Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para pagar despesas com o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
- Mensagens de 13 de maio mostram Flávio cobrando liberação de parcelas de um montante estimado em R$ 134 milhões; Thiago Miranda disse que Vorcaro teria enviado pelo menos R$ 62 milhões.
- Flávio negou a relação inicialmente, mas depois reconheceu ter procurado o banqueiro para obter recursos para o filme, qualificado como patrocínio privado.
- O encontro ocorreu na casa de Vorcaro, em São Paulo, após a prisão do banqueiro; o objetivo seria encerrar a participação dele no filme, o que impactou as intenções de voto do senador em pesquisa recente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro são elementos centrais de uma série de revelações sobre o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. As informações ganham dimensão após vazamentos de mensagens que apontam negociações envolvendo valores milionários e a participação de Vorcaro no projeto. O episódio impacta a atuação de Flávio na política e na campanha presidencial.
O vínculo entre os dois ganhou força em relatos de contatos e recursos financeiros ligados ao filme Dark Horse. Flávio afirmou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, período anterior a qualquer acusação pública contra o banqueiro. Em 16 de novembro de 2025, o senador teria pedido dinheiro para despesas do filme.
Negociações milionárias
Mensagens reveladas em 13 de maio indicam que Flávio cobrou, via áudio, a liberação de parcelas de um montante estimado em 134 milhões de reais. O objetivo era manter a produção em andamento, com a equipe considerando o momento decisivo para a conclusão do projeto. Thiago Miranda confirmou ter intermediado a participação de Vorcaro como patrocinador.
Versões conflitantes
No mesmo dia 13 de maio, Flávio negou inicialmente a relação ao ser questionado por a imprensa. Em seguida, reconheceu ter procurado Vorcaro, alegando que se tratava de patrocínio privado para um filme privado, sem dinheiro público envolvido.
Controle de recursos e interpretações
O produtor executivo do filme, Mário Frias, afirmou que o Banco Master não figurava formalmente como investidor. A afirmação ocorreu após vazamentos de áudios com cobranças de repasses a Vorcaro. Flávio também disse que Vorcaro era uma figura ligada a autoridades e empresários e que não havia suspeitas públicas relevantes na época.
Encontro após prisão de Vorcaro
Em 19 de maio, Flávio admitiu ter visitado Vorcaro na casa dele, em São Paulo, quando o banqueiro estava em prisão domiciliar. O senador afirmou que o encontro buscava encerrar a participação de Vorcaro no filme e evitar danos à produção.
Repercussão no cenário político
A crise atinge o PL, com quedas observadas nas intenções de voto de Flávio para uma eventual segunda rodada, enquanto Lula mostrou leve alta, segundo a AtlasIntel/Bloomberg. Na pesquisa anterior, Flávio estava tecnicamente empatado com o presidente no segundo turno.
Desdobramentos internos no PL
Parlamentares da legenda criticaram a condução da crise, afirmando que Flávio deveria ter informado a bancada sobre o envolvimento com Vorcaro. A revelação gerou tensão interna e cobrança por transparência em relação à campanha do senador.
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