- O diesel caro tornou a eficiência operacional essencial para a sobrevivência financeira de empresas de transporte e logística no Brasil.
- O setor precisa tratar o transporte como ciência de dados, usando algoritmos de roteirização e análise de ocupação em tempo real para reduzir rotas e otimizar assentos.
- A lógica antiga, baseada em volume e ociosidade, não sustenta mais operações diante da alta de combustíveis.
- Operações enxutas reduzem quilômetros percorridos e veículos em operação, além de aumentar a visibilidade e embasar decisões com dados.
- O CEO Danilo Tamelini afirma que o transporte deve ser gerido como ciência de dados para enfrentar a volatilidade externa sem pagar pela ineficiência.
O setor de transporte e logística no Brasil enfrenta mais um desafio com o aumento dos preços de combustíveis. O diesel, antes gerenciável, passa a representar um teste de estresse para a saúde financeira das operações.
Para quem decide sobre a estratégia, o problema vai além da rotina de custos. A margem de lucro das empresas e a continuidade dos negócios ficam em jogo diante da volatilidade do combustível.
No transporte corporativo e fretamento, a alta de custos atua como lente para ineficiências antes toleradas. O foco passa a ser repensar a forma como a quilometragem é gerada, não apenas repassar despesas.
O passado privilegiou o volume: mais veículos, mais rotas, com pouca visibilidade e ociosidade de assentos. Hoje, manter transporte de baixo aproveitamento é visto como erro grave.
Uma operação eficiente reduz a queima de diesel. A gestão enxuta, antes conceito de manufatura, torna-se necessidade matemática para o transporte. A tecnologia assume o papel central.
Algoritmos de roteirização e análise de ocupação em tempo real transformam rotas analogas em uma malha logística inteligente. Isso aumenta dinamismo, reduz quilômetros e maximiza o uso de cada assento.
A visibilidade da operação cresce com dados precisos que embasam decisões baseadas em fatos, não em estimativas. O objetivo é tornar a gestão menos sensível à volatilidade externa.
Hoje, a redução de quilômetros em 15% já representa ganho significativo, compensando parte do aumento do preço do combustível. O pragmatismo busca resultados concretos, sem perder a visão estratégica.
Quem prosperará terá entendido que o transporte deve ser tratado como ciência de dados. O diesel pode permanecer caro, mas a ineficiência não precisa encarecer o custo final.
Danilo Tamelini é CEO.
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