- A médica Maria Júlia Colossi afirma que ultraprocessados ricos em sódio, embutidos e refrigerantes são vilões para os rins e devem ter consumo reduzido.
- O consumo frequente desses alimentos pode provocar sobrecarga silenciosa dos rins ao longo dos anos, principalmente em pessoas com hipertensão, diabetes ou histórico familiar de problemas renais.
- O excesso de sódio favorece a retenção de líquidos e eleva a pressão arterial, exigindo mais esforço dos rins; o fósforo industrializado presente em embutidos e refrigerantes também sobrecarrega a filtragem.
- O alto teor de açúcar nesses itens contribui para inflamação e alterações metabólicas que afetam a saúde vascular e renal com o tempo.
- Mesmo sem doença renal, manter esse padrão por muito tempo aumenta o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, pedras nos rins e perda gradual da função renal; recomenda-se limitar a ingestão de sódio a cerca de dois gramas por dia.
A médica Maria Júlia Colossi afirma que alguns alimentos comuns da dieta podem elevar o risco de problemas renais, mesmo para quem não tem doença diagnosticada. A observação foi feita em entrevista à coluna Claudia Meireles, publicada pelo portal Metropoles.
Colossi aponta que ultraprocessados, embutidos e refrigerantes aparecem entre os principais vilões. O consumo frequente desses itens, segundo a especialista, pode sobrecarregar os rins ao longo dos anos, especialmente em pessoas com hipertensão, diabetes ou histórico familiar de doença renal.
Alimentos a evitar
A médica explica que a composição desses produtos afeta a capacidade de filtragem do organismo. O excesso de sódio, fósforo industrializado, açúcar e aditivos químicos contribui para retenção de líquidos, pressão alta e inflamação, aumentando a carga de trabalho dos rins.
Ela ressalta que o fósforo adicionado, comum em embutidos e refrigerantes, pode sobrecarregar a função de filtração renal. O alto teor de açúcar também é apontado como vilão, inflamatório e com impacto negativo na saúde vascular e renal.
Consequências a longo prazo
Apesar de o consumo esporádico não representar risco imediato, manter esse padrão por anos pode favorecer doenças graves. Em indivíduos com fatores de risco, o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, pedras nos rins e perda gradual da função renal aumenta.
Colossi enfatiza que o perigo é silencioso, pois alterações renais iniciais podem evoluir sem sintomas. Dietas ricas em ultraprocessados elevam inflamação e prejudicam a circulação, sobrecarregando os rins com pressão contínua.
Limites e orientações
Para pessoas com rins saudáveis, mas com fatores de risco, a chave não é a exclusão total, e sim o controle da frequência de consumo. A recomendação é manter a ingestão de sódio próxima de 2 g por dia, reservando embutidos e refrigerantes para ocasiões especiais.
Caso haja necessidade de alterações na dieta, é essencial consultar um especialista antes de qualquer mudança. A orientação profissional ajuda a adaptar hábitos de forma segura e eficaz.
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