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Alcolumbre não comparece a um evento; Planalto vê novo distanciamento

Ausência de Davi Alcolumbre na cerimônia é interpretada como novo sinal de distanciamento entre Lula e o Senado, após a rejeição de Messias ao STF

1 de 1 lula-e-alcolumbre-4 - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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  • O senador Davi Alcolumbre não compareceu à cerimônia dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, realizada na quarta-feira (20/5); a presença ficou apenas por parte do Executivo, Legislativo e Judiciário.
  • A assessoria informou que a ausência ocorreu por motivos pessoais; o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o segundo vice-presidente do Senado, Humberto Costa, representaram o Legislativo.
  • Integrantes do Planalto veem a ausência como mais um sinal de distanciamento entre Lula e Alcolumbre, que já não participou de lançamento anterior do programa Brasil contra o Crime Organizado.
  • A relação agravou-se após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF, sinalizando resistência de Alcolumbre, que já preferia a indicação de seu antecessor, Rodrigo Pacheco.
  • Há expectativa de que Lula tente novamente indicar Messias ao STF, mas as regras do Senado impedem a análise do mesmo nome no mesmo ano; governistas avaliam que insistir em Messias pode ampliar o desgaste político.

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) não compareceu à cerimônia que marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, realizada nesta quarta-feira. A ausência ocorreu mesmo com a presença de Lula, Fachin e líderes dos Três Poderes. A assessoria de Alcolumbre explicou que o ausente foi por motivos pessoais.

A cerimônia contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do segundo vice-presidente do Senado, Humberto Costa (PT-PE). O evento ocorreu em Brasília e teve a presença de integrantes do Legislativo, Executivo e Judiciário. Lula e Fachin estiveram presentes ao lado de Motta e Costa.

Integrantes do Planalto interpretaram a ausência como sinal de distanciamento entre Lula e Alcolumbre, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O Senado rejeitou a nomeação, em derrota histórica para o governo, sem aprovação de Messias pela Casa.

Distanciamento entre Planalto e Senado

Nos bastidores, aliados de Lula e da AGU atribuem ao senador papel central na derrota, o que aprofundou o atrito com o Planalto. Alcolumbre sempre preferiu a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga, enquanto Messias foi indicado por Lula em novembro de 2025.

O governo avalia que a estratégia de apresentar Messias pode ter contribuído para a derrota, já que a proposta enfrentou resistência de membros da casa. A recusa histórica ocorreu apesar de o Palácio indicar etapas para agilizar a sabatina e a tramitação no Senado.

Antes, a relação já vinha sob tensão após o veto envolvendo políticas de segurança pública. Nesta semana, o presidente do Senado deve presidir sessão para derrubar vetos à LDO de 2026, o que pode impactar recursos para municípios inadimplentes, estimados em mais de 3 mil pela mesma liderança.

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