- Blackstone avalia ampliar o capital da HIP (Hotel Investment Partners) em 500 a 700 milhões de euros, por meio de uma Oferta Pública de Suscrição (OPS) para financiar o crescimento e a compra de mais hotéis, com uma avaliação preliminar na casa de 6 bilhões de euros.
- O processo sinaliza a possível estreia da HIP na bolsa, mas mantém a opção de venda direta como alternativa, em um formato conhecido como dual track; o foco é otimizar a evolução da empresa em mercado.
- A venda de 65% da HIP permanece em pauta, com GIC — controlador de 35% da HIP — como o possível comprador; conversas com o fundo de Singapura começaram no ano passado e seguem com exigências de avaliação de preço.
- O valor pedido para desaparecer o controle seria próximo de 4 bilhões de euros, enquanto a avaliação da empresa gira em torno de 6 bilhões de euros, e a operação enfrenta questões de tamanho e de capacidade de investimento.
- Caso a OPS avance, os recursos seriam destinados à expansão da carteira de hotéis da HIP, não à redução de dívida; a gestão busca replicar o modelo de saída recente de outra empresa do grupo.
Blackstone está buscando uma forma de ampliar o capital de Hotel Investment Partners (HIP) para apoiar seu crescimento, avaliando uma emissão de OPS no valor entre 500 milhões e 700 milhões de euros. A operação visa financiar a expansão da carteira de hotéis da HIP, segundo fontes do setor.
A empresa estuda levar o HIP à Bolsa por meio de uma Oferta Pública de Subscrição, com a avaliação preliminar em torno de 6 bilhões de euros. A operação segue em aberto, mantendo a opção de venda direta de uma fatia de 65% para investidores.
Apesar do interesse de desinvestimento, a venda direta já tem entraves. A GIC, que hoje detém 35% de HIP, busca condições mais rígidas, e as negociações já haviam sido iniciadas no ano passado. O prazo para uma decisão está previsto para julho.
Dual track permanece
Caso opte pela venda direta, a operação seria acompanhada por um parceiro financeiro para a desinversão. O informationado aponta que, mesmo com a OPS em curso, a saída via venda direta continua na mesa, mantendo o formato dual track.
A estrutura da OPS estaria sob coordenação inicial de Citi e Morgan Stanley, com outras instituições sendo envolvidas ao longo do processo. O objetivo é garantir crescimento contínuo da HIP sem comprometer o valor da empresa.
Hipotética aplicação dos recursos
Caso o financiamento seja bem-sucedido, os fundos seriam usados para ampliar o portfólio hoteleiro da HIP na Europa, incluindo investimentos em novas propriedades, e não para reduzir dívidas. A HIP já refinanciou cerca de 2,4 bilhões de euros no ano passado, com parte destinada a aquisições e outra a reforçar ativos existentes.
Entre os ativos da HIP estão contratos com grandes operadoras, como Hyatt, Barceló, Meliá, The Ritz-Carlton, Occidental, NH e outros. A empresa, controlada pela HIP, expandiu-se para Portugal, Itália e Grécia, mantendo parcerias com marcas hoteleiras de renome.
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