- The Guardian publicou a lista dos cem melhores romances de todos os tempos, com obras já publicadas em inglês.
- No topo, Middlemarch, de George Eliot, ficou em primeiro lugar; Amada, de Toni Morrison, ficou em segundo; e Ulysses, de James Joyce, completa o pódio.
- Virginia Woolf é a autora mais citada na lista, com Ao Farol, Mrs Dalloway, Orlando, As Ondas e O Quarto de Jacó.
- A seleção é predominantemente de autores europeus e norte-americanos; não há brasileiros na lista e há presença de títulos da América Latina, como Cem Anos de Solidão e Pedro Páramo.
- O ranking foi definido por 172 intelectuais, cada um escolhendo dez títulos; Salman Rushdie é o único votante vivo entre os cem, com Os Filhos da Meia-noite em 23ª posição.
O Guardian revelou a lista dos cem melhores romances de todos os tempos, com a condição de terem sido publicados em inglês. O levantamento envolve obras de diversas épocas e países.
O primeiro lugar ficou com Middlemarch, de George Eliot. Amada, de Toni Morrison, aparece em segundo, e Ulysses, de James Joyce, fecha o pódio. A seleção busca representar o que os autores mais influentes consideram relevante na ficção.
A lista soma 172 votantes, cada um escolhendo dez títulos. Entre os votantes, há nomes como Stephen King e Salman Rushdie, que contribuíram para definir o ranking final.
A obra com maior atuação entre as autoras é Virginia Woolf, presente em várias fases da lista com Ao Farol, Mrs Dalloway, Orlando e As Ondas. Jane Austen e Charles Dickens também aparecem repetidamente, cada um com quatro títulos.
Autores russos aparecem com Tolstói, Dostoiévski e Nabokov, cada um com dois livros incluídos. Em contrapartida, poucos títulos de fora da Europa e da América figuram entre os cem, segundo a curadoria.
O conjunto destaca ainda que Salman Rushdie é o único votante vivo entre os cem melhores romances, com Os Filhos da Meia-Noite em 23ª posição. Outros autores ativos, como Ishiguro, Atwood e Adichie, aparecem, mas com menos frequência.
Do conjunto ampliado, apenas dez livros publicados após 2000 integram a lista. Entre eles, A Amiga Genial de Elena Ferrante, que lidera a seleção de melhores livros do século 21 segundo o The New York Times.
Destaques da lista
Middlemarch — George Eliot, 1871
Amada — Toni Morrison, 1987
Ulysses — James Joyce, 1922 (publicação inglesa)
Ao Farol — Virginia Woolf, 1927
Em Busca do Tempo Perdido — Marcel Proust, 1913
Anna Karenina — Liev Tolstói, 1877
Guerra e Paz — Liev Tolstói, 1869
Jane Eyre — Charlotte Brontë, 1847
Continuam no ranking
Orgulho e Preconceito — Jane Austen, 1813
Madame Bovary — Gustave Flaubert, 1857
O Grande Gatsby — F. Scott Fitzgerald, 1925
A Casa Soturna — Charles Dickens, 1853
Emma — Jane Austen, 1815
Mrs Dalloway — Virginia Woolf, 1925
Moby Dick — Herman Melville, 1851
1984 — George Orwell, 1949
Cem Anos de Solidão — Gabriel García Márquez, 1967
Observações sobre o levantamento
OGuardian aponta que a predominância de autores europeus e norte-americanos reflete o perfil do veículo e o mercado literário. A lista não é uma avaliação científica, mas uma visão de grandes nomes da época e do século XX.
Entre outros nomes, aparecem Tolstói, Dostoiévski, Nabokov, Dickens, Austen e Woolf com forte presença ao longo do conjunto. O relatório também destaca o peso histórico dos títulos clássicos frente a obras recentes.
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