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Mendes aponta avanço civilizatório em decretos de Lula sobre big techs

Gilmar Mendes vê decretos de Lula sobre plataformas como avanço civilizatório, afirmando que dão concretude ao Marco Civil da Internet e fortalecem remoção de imagens íntimas

Gilmar Mendes afirmou que decretos 'dão concretude' à decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet
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  • O ministro do STF Gilmar Mendes classificou como avanço civilizatório a regulamentação assinada por Lula sobre a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos criminosos.
  • Ele afirmou, em publicação nas redes, que os decretos dão concretude à decisão do Marco Civil da Internet.
  • Os decretos foram assinados pelo presidente durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto.
  • Um dos atos cria mecanismos de proteção às mulheres no ambiente digital e prevê canais específicos para denúncias de divulgação não autorizada de imagens íntimas, com remoção em até duas horas após a notificação.
  • A ampliação de regras envolve medidas para impedir a circulação de conteúdos relacionados a crimes graves, com fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), priorizando a atuação sistêmica das plataformas.

O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou, em publicação nas redes, que a regulamentação assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a responsabilização de plataformas digitais representa um avanço civilizatório fundamental. Segundo ele, os decretos dão concretude à decisão do Supremo sobre o Marco Civil da Internet.

Os decretos foram assinados por Lula durante cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. A medida estabelece regras para atuação de plataformas diante de crimes online, com foco em violência contra mulheres, fraudes e conteúdos ilícitos.

Entre as regras, está a criação de canais de denúncia para divulgação não autorizada de imagens íntimas, com remoção do material em até duas horas após a notificação. Também há diretrizes para conter conteúdos ligados a crimes graves como exploração sexual de menores, tráfico humano, terrorismo, automutilação e violência contra mulheres.

A norma atribui à ANPD a função de fiscalizar o cumprimento das obrigações, com atuação preventiva das plataformas. O governo disse que a análise considerará a atuação sistêmica das empresas, sem interferência em conteúdos específicos ou em perfis de usuários.

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