- O ministro André Mendonça vai analisar dois mandados de segurança no STF que buscam obrigar o Congresso a instalar uma CPMI para investigar o caso Banco Master.
- Os pedidos foram protocolados pelos deputados Kim Kataguiri e Lindbergh Farias, com Kim protocolado em 30 de abril e Lindbergh em 15 de maio.
- Ambos acusam o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, de travar a instalação da CPMI, afirmando que a comissão já atende aos requisitos constitucionais.
- O caso ganhou contornos após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse.
- Há, no Congresso, pelo menos oito pedidos de CPI ou CPMI relacionados ao Banco Master, mas, até o momento, não houve avanço e a pauta enfrenta resistência tanto no Senado quanto na Câmara.
O ministro André Mendonça ficará responsável por analisar dois mandados de segurança que buscam obrigar o Congresso a instalar uma CPMI para investigar o caso Banco Master. As ações foram protocoladas pelos deputados Kim Kataguiri e Lindbergh Farias no STF.
Kim Kataguiri apresentou o pedido em 30 de abril, antes de o conteúdo das conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro vir a público. Lindbergh Farias protocolou a segunda ação em 15 de maio, dois dias após reportagem do Intercept Brasil sobre áudios e mensagens ligados ao tema.
O mandado de Kim foi distribuído a Mendonça em 7 de maio. A ação de Lindbergh chegou ao gabinete do ministro nesta segunda-feira, 19, por prevenção, em razão da conexão entre os casos. Em ambos, os parlamentares acusam o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, de travar a instalação da CPMI.
A base argumenta que a CPMI já atende aos requisitos constitucionais e, portanto, deveria ser instalada. O episódio ganhou nova dimensão após as revelações sobre financiamento do filme Dark Horse, envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
A repercussão reforçou a pressão por investigações parlamentares sobre o Banco Master, com ao menos oito pedidos de CPI ou CPMI registrados até o momento. Diferentes frentes políticas aguardam desfechos no Congresso.
No Senado, a viabilidade de uma CPMI depende do aval de Alcolumbre, que não sinalizou apoio até o momento. Na Câmara, a proposta de CPI já foi descartada pelo presidente Hugo Motta, citando pedidos já existentes para outras comissões.
Parlamentares da base governista veem o tema como estratégia para defender aliados e evitar desgaste durante a pré-campanha de 2026. A tensão no Congresso persiste mesmo com a ausência de decisões formais sobre as solicitações.
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