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Starlink prepara lançamento de internet por satélite móvel no Brasil

Starlink avança com internet móvel direto ao dispositivo no Brasil, mirando 2027 na banda de 2 Ghz; negocia com Apple, Samsung e Motorola

Empresa está conversando com Apple, Samsung e Motorola - para estimular o lançamento de mais modelos de celulares aptos a rodar na frequência de 2 Ghz
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  • Starlink, de Elon Musk, prepara lançamento de internet por satélite diretamente nos celulares no Brasil para 2027.
  • A empresa tem conversado com Apple, Samsung e Motorola para estimular a criação de mais modelos de celulares que operem na frequência de 2 GHz (banda S).
  • Pedido oficial para a Anatel foi enviado em fevereiro para liberar o serviço D2D (direct to device).
  • A Starlink comprau licença de uso da banda S da Echostar em 2025; a autorização da Anatel para a transferência está pendente.
  • Há conversas com as operadoras Vivo, Claro e TIM para possíveis parcerias de comercialização dos planos D2D, considerados complementares à internet móvel tradicional.

A Starlink de Elon Musk avança no Brasil com o plano de levar internet por satélite diretamente aos celulares. A operadora encaminhou à Anatel, em fevereiro, um pedido para liberar o serviço D2D em 2027.

Segundo apuração da Broadcast, a meta é usar a frequência de 2 GHz, banda S, para conectar smartphones sem roteadores. A medida ocorre após a Anatel ter autorizado a AST SpaceMobile a operar no Brasil na mesma faixa.

O Brasil já é o segundo maior mercado da Starlink, atrás dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de clientes. A empresa planeja ampliar a adoção com aparelhos compatíveis e parcerias com grandes fabricantes.

Alinhavando parcerias e mercado

Representantes da Starlink têm visitado Brasília nos últimos meses para tratar da regularização e da viabilidade comercial. A empresa negocia com Apple, Samsung e Motorola para ampliar o conjunto de aparelhos compatíveis.

Também há conversas com operadoras locais, como Vivo, Claro e TIM. A expectativa é firmar acordos para oferecer planos D2D por meio de redes móveis existentes. A Starlink posiciona o serviço como complemento à mobilidade, não competição.

Para a implementação, a Starlink precisará de nova geração de satélites em órbita, prevista para o fim de 2026 ou início de 2027. A empresa não comentou o andamento das tratativas com a Anatel ou com fabricantes.

O objetivo é ampliar cobertura em regiões remotas e em situações de desastre, quando a infraestrutura terrestre estiver indisponível. O D2D pode reduzir lacunas de conectividade em áreas sem rede.

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