- Um médico americano com Ebola está recebendo tratamento com anticorpos monoclonais na Alemanha, cerca de quatro dias após o primeiro teste positivo.
- O doutor Peter Stafford apresenta febre, tontura, vertigem e náusea; a OMS declarou emergência de saúde pública no Congo no domingo.
- Anticorpos monoclonais são cópias idênticas de anticorpos criadas em laboratório, que se ligam ao vírus e ajudam o corpo a combater a doença.
- O tratamento é considerado seguro e eficaz na redução da carga viral ao agir diretamente contra o vírus, com poucos efeitos colaterais.
- No Brasil, o Instituto Butantan lidera o desenvolvimento de anticorpos e estuda opções para uso no SUS.
Na Alemanha, um médico americano infectado com Ebola começou a receber tratamento com anticorpos monoclonais, cerca de quatro dias após o primeiro teste positivo. O Dr. Peter Stafford apresenta febre, tontura, vertigem e náusea. Ele estava em um hospital na República Democrática do Congo quando a OMS declarou emergência de saúde pública no domingo 17.
Os anticorpos monoclonais são moléculas produzidas em laboratório, idênticas entre si, que ajudam a combater infecções ao reconhecer alvos específicos. Eles são usados para tratar doenças graves, incluindo Ebola, e atuam marcando o vírus para facilitar a ação do sistema imune.
Ao contrário das vacinas, que promovem imunização ativa, os anticorpos monoclonais fornecem defesa passiva, ensinando o corpo a reagir rapidamente. Eles bloqueiam receptores celulares que permitem a multiplicação viral e podem reduzir rapidamente a carga viral.
O que são anticorpos monoclonais
Segundo especialistas, os mAbs são produzidos a partir de células que geram apenas um tipo de anticorpo, reproduzidos em quantidades ilimitadas. A técnica permite terapias com grande precisão e segurança na eliminação de agentes infecciosos.
Além de Ebola, os anticorpos monoclonais já mostraram eficácia em doenças autoimunes como artrite reumatoide e esclerose múltipla, bem como em alguns tipos de câncer. O Instituto Butantan, no Brasil, atua no desenvolvimento de anticorpos para uso no SUS.
Entre na conversa da comunidade