- A Casa Branca afirmou que “a justiça será feita” após o indiciamento de Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgado na quarta-feira.
- Castro é acusado de assassinato, conspiração para matar americanos e destruição de aeronaves, por ordens supostamente dadas quando era ministro das Forças Armadas Revolucionárias.
- O caso envolve a derrubada, em 1996, de dois aviões da ONG Irmãos ao Resgate, que deixou quatro mortos; as aeronaves transportavam cidadãos americanos de origem cubana e um residente cubano nos EUA.
- O procurador-geral interino Todd Blanche disse haver um mandado de prisão contra Castro e que a Justiça pode agir mesmo com réus fora dos EUA.
- O indiciamento ocorre em meio a escalada de pressão dos EUA contra Cuba, com movimentação naval na região e reação do regime cubano, que classifica o processo como ação política sem base jurídica.
A Casa Branca informou nesta quarta-feira, 20, que a justiça será feita contra Raúl Castro após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar o indiciamento do ex-ditador cubano. A publicação no X marcava o indiciamento com a imagem do presidente Donald Trump e destacava que os inimigos da América estão sendo neutralizados.
A acusação acusa Castro de assassinato, conspiração para matar americanos e destruição de aeronaves. O caso remonta à derrubada, em 1996, de dois aviões da ONG Irmãos ao Resgate, que resultou na morte de quatro pessoas.
Segundo a Justiça, Castro teria ordenado o ataque quando chefiava as Forças Armadas Revolucionárias. As aeronaves transportavam cidadãos americanos de origem cubana e um cubano residente legal nos EUA.
O regime cubano sustenta que as aeronaves estavam em espaço aéreo cubano e classifica os tripulantes como terroristas. O governo cubano descreveu o indiciamento como ação política sem base jurídica.
O procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que já há um mandado de prisão e que o acusado pode se apresentar à Justiça por vontade própria ou por outros meios. Autoridades dos EUA destacam que a cooperação internacional varia conforme o caso.
Caso seja condenado pelas acusações mais graves, Castro pode enfrentar pena de prisão perpétua ou, em certos itens, pena de morte. Parlamentares da oposição na Flórida indicam a possibilidade de a pena máxima em cada acusação.
O indiciamento ocorre em meio à escalada de pressão dos EUA contra Cuba. Horas antes, o Comando Sul informou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões nuclear USS Nimitz ao Caribe, em movimento próximo ao período do indiciamento.
O regime cubano reagiu, chamando o processo de ação política sem base jurídica e afirmando que a acusação visa justificar possível agressão militar contra Cuba. O governo de Miguel Díaz-Canel manteve a posição de defesa soberana do país.
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