- Carência deve subir para dois anos e o prazo total para dez anos.
- Governo disse que o texto final deve ficar pronto nos próximos dias.
- Acesso ao programa deve ser limitado a produtores com perda real por eventos climáticos adversos ou crises econômicas.
- Ideia é criar um fundo garantidor com participação do poder público, bancos, instituições financeiras e produtores rurais.
- Senado adiou a análise da proposta na CAE; custo estimado é de R$ 817 bilhões em treze anos, com impacto de R$ 150 bilhões para 2027.
O governo aceitou ampliar o prazo da renegociação de dívidas rurais após reunião com senadores. A carência deve subir para dois anos e o prazo total, para até dez anos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o texto final deve ficar pronto nos próximos dias.
Durigan afirmou que o governo defende limitar o acesso ao programa a produtores com perda real, ou seja, agricultores afetados por eventos climáticos adversos ou crises econômicas. A ideia é evitar que o benefício chegue a quem não enfrentou impactos relevantes.
Outra linha discutida é a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, com participação do poder público, dos bancos, das instituições financeiras e dos produtores rurais. A proposta busca ampliar a segurança em operações de renegociação.
Senado e custos
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) suspendeu a análise da proposta nesta quarta-feira a pedido de Durigan, que se reuniu à tarde com Renan Calheiros, presidente do colegiado, e Tereza Cristina, relatora do texto. A suspensão ocorreu durante a sessão.
O governo também apresentou estimativas. Uma nota técnica encaminhada ao senador Calheiros aponta um custo de 817 bilhões de reais em 13 anos. Para 2027, o impacto projetado é de 150 bilhões de reais.
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