- A Raízen avalia seguir com um plano de reestruturação da dívida sem apoio dos detentores de títulos offshore, contando com apoio de bancos credores e de detentores de títulos locais para obter a maioria.
- Para aprovar o plano na recuperação extrajudicial, é necessário o voto favorável de mais de cinquenta por cento da dívida total.
- A proposta em discussão prevê a conversão de pelo menos quarenta e cinco por cento da dívida em capital, mantendo participação majoritária de credores (entre 75% e 85%).
- Haverá um comitê de credores para administrar a empresa, coordenado pelo diretor financeiro Lorival Nogueira Luz Junior.
- A Shell, coproprietária via joint venture com a Cosan, mantém o compromisso de investir três bilhões e meio em capital novo; Rubens Ometto sinalizou aporte anterior, mas não é mais esperado.
A Raízen avalia seguir com um plano de reestruturação de sua dívida, mesmo diante de oposição de detentores de bonds offshore. A empresa aposta no apoio de credores locais para obter a maioria necessária para aprovar a medida, segundo fontes próximas à bankers.
Segundo as fontes, bancos credores respondem por 36% da dívida aplicável, enquanto detentores de debêntures locais somam 22%. A soma poderia superar o mínimo de 50% exigido para aprovação, desde que não haja objeções relevantes.
A medida visa evitar a recuperação judicial após o pedido feito em março, que envolveu uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões. A Raízen negocia com credores desde então para chegar a um acordo de reestruturação.
Detentores offshore insistem em melhores condições, incluindo a criação de nova dívida para substituir os títulos atuais. Eles pedem que a reorganização reduza a exposição a compromissos que pesem sobre a empresa.
A gestão considera manter governança sob supervisão de um comitê de credores, com participação do diretor financeiro Lorival Nogueira Luz Jr. Em paralelo, o aporte de capital permanece em discussão entre as partes.
Rubens Ometto, presidente do conselho, ofereceu aportar R$ 500 milhões, mas não houve consenso sobre sua permanência na presidência. A proposta em negociação não inclui esse aporte no momento.
A Shell, parceira da Raízen, reafirmou o compromisso de investir R$ 3,5 bilhões em capital novo para a reestruturação. Ometto tem avaliadas outras possibilidades de negócio, o que pode impactar sua participação no processo.
A Raízen atua sob o guarda-chuva de avaliação de rating de agências, que já registrou rebaixamentos relevantes no passado recente. A companhia continua buscando uma solução que minimize impactos aos credores e à operação.
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