- Em 2020, Rodrigo Constantino criticou o autor na Gazeta do Povo, divulgando um tuíte fora de contexto sobre Salim Mattar e pedindo a demissão de Guilherme Macalossi.
- O autor sustenta que Bolsonaro nunca foi liberal, apresentando evidências sobre privatizações discutidas no governo e reformas de militares, além de apontar doações de Mattar a campanhas.
- Constantino, após anos de críticas ao governo, passou a defendê‑lo e a perseguir supostos traidores, chegando a dizer, em entrevista, que queria enxergar o “big picture” em vez de focar em detalhes.
- Em sua coluna recente, Constantino afirma que a batalha política tem virado jogo de torcidas e critica o jornalismo opinativo, além de abordar a possível candidatura de Flávio Bolsonaro.
- O texto aponta contradições na trajetória dele, incluindo elogios prévios ao autor e a defesa de uma “verdadeira direita” em 2025, destacando disputas internas entre apoiadores da direita brasileira.
O jornalista Paulo Cruz relata a trajetória pública de Rodrigo Constantino, colunista da Gazeta do Povo, envolvendo críticas, leituras políticas e mudanças de posicionamento ao longo de 2020 a 2025. O material baseia‑se em textos, entrevistas e colunas do próprio Constantino, além de referências à atuação do governo Bolsonaro.
Em 2020, Constantino acusou o veículo de publicar opiniões de “isentões” após um tuíte compartilhado em seu canal. A peça origina-se de uma thread em que ele discordava de uma crítica a Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização, à época defendendo privatizações.
Segundo o conteúdo, Constantino afirmou que Bolsonaro não seria liberal, apontando traços desenvolvimentistas e corporativistas. O material cita vídeos de 2022 sobre privatizações e listas de estatais que incluíam Ceagesp e Correios, além de críticas à previdência de militares.
O texto aponta ainda que, apesar das críticas, Constantino passou a defender o governo e a acusar traidores, em entrevista com o youtuber Rica Perrone, dizendo buscar o “big picture” e não demonizar aliados. A mudança gerou repercussões entre leitores e colegas.
Em sua coluna, Constantino relatou que a tensão na direita aumentou após áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, apontando que o debate político ganhou tom de jogo de torcidas. O autor também questiona uma possível candidatura de Flávio à Presidência.
O material enfatiza que Constantino, antes crítico de Bolsonaro, já defendia cautela com a base de apoio ao longo de 2019, citando análises sobre o bolsonarismo e a necessidade de soluções moderadas e democráticas para a nação.
Ao longo do texto, o autor relembra episódios de 2018 e 2019 em que questionou a pressa em ações políticas, defendendo reflexão e prudência. O objetivo é contextualizar uma linha de pensamento que evoluiu com o tempo.
O texto também registra que Constantino, em 2020, chegou a realizar brincadeiras com o governo em programas de humor, e que, no presente, se autodenomina porta-voz da chamada “verdadeira direita” em disputa com outros grupos.
A cobertura destaca ainda que o autor do material já havia elogiado colegas e defendido conservadorismo prudente, diferindo de ofertas de alianças fáceis com o poder. O conjunto aponta para mudanças significativas no posicionamento público do jornalista.
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