- O Senado adiou a votação da indicação de Benedito Gonçalves para corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o período de 2026 a 2028.
- O adiamento ocorreu após 59 dos 67 senadores usados registrarem voto, o que deixaria faltando a maioria absoluta de 41 para aprovar; a votação será redesignada para o Plenário em outra oportunidade.
- O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que explicou que, como há tempo, abriu mão de concluir a sessão.
- Havia apoio a Benedito Gonçalves entre alguns senadores, como Otto Alencar, e oposição de outros, como Marcos do Val; a oposição pediu que a votação seguisse com os 59 votos, mas não foi atendida.
- Pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a indicação com 21 votos favoráveis e 5 contrários, em regime de urgência, para análise do Plenário.
O Senado adiou nesta quarta-feira (20) a votação da indicação de Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o período de 2026 a 2028. A decisão foi anunciada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Dos 67 senadores presentes, 59 registraram voto. Com esse quórum, a votação não atingiu a maioria absoluta necessária (41 votos) para aprovação, e a indicação ficará para uma próxima oportunidade. O adiamento foi defendido por Omar Aziz e Weverton.
A posse do novo corregedor está prevista para 3 de setembro. Em sessão anterior, a CCJ havia aprovado a indicação com 21 votos a favor e 5 contrários, seguindo em regime de urgência para o Plenário.
Desdobramentos e posicionamentos
Durante a discussão, apoiadores como Otto Alencar manifestaram suporte a Benedito Gonçalves, enquanto Marcos do Val sinalizou voto contrário. A oposição pediu que a votação fosse concluída com os 59 votos computados, mas a solicitação não foi atendida.
Benedito Gonçalves é formado em direito, com mestrado e especialização. Sua carreira inclui atuação como juiz federal, desembargador do TRF da 2ª Região e ministro do STJ, cargo que ocupa atualmente.
O CNJ é responsável por o controle administrativo, financeiro e disciplinar do Judiciário brasileiro. O órgão busca promover transparência, eficiência e cumprimento de deveres funcionais, padronizando procedimentos em todo o país.
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