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Justiça determina demolição de muro de 570 metros no Pontal de Maracaípe, PE

Justiça determina derrubada de muro de 570 metros no Pontal de Maracaípe, em Ipojuca (PE), por estar 100% em área de preservação ambiental e restringir circulação

Muro construído em praia de Pernambuco
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  • A Justiça Federal em Pernambuco determinou a derrubada do muro de troncos de coqueiro, com mais de 570 metros, no Pontal de Maracaípe, Ipojuca (litoral sul).
  • A decisão, expedida no dia 15 de maio, atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
  • O muro, erguido pela família Fragoso em maio de 2023, visava conter erosão marinha, mas restringe circulação, acesso ao manguezal e desova de tartarugas, gerando controvérsia.
  • Perícia apontou que a estrutura está 100% inserida em área de preservação ambiental, sobrepondo faixa do rio, restinga e manguezal; proprietário tem 15 dias para demolir e destinar resíduos ambientalmente.
  • Em caso de não cumprimento, o Ibama e a CPRH poderão remover o muro diretamente, cobrando as despesas posteriormente; o histórico envolve autorização e revogação da CPRH e ações do MPF e do TJPE.

A Justiça Federal em Pernambuco ordenou a demolição de um muro de troncos de coqueiro com mais de 570 metros no Pontal de Maracaípe, em Ipojuca, no litoral sul. A decisão, proferida no dia 15 de maio, atendeu a um pedido da AGU.

O muro foi construído pela família Fragoso em maio de 2023, para conter a erosão marinha no estuário do rio Maracaípe. Desde então, houve mobilização popular e ações judiciais por restrições de acesso, ao manguezal e à desova de tartarugas.

O bloco de madeira ocupa área de preservação ambiental, sobrepondo faixa de rio, restinga e manguezal, segundo perícia judicial. Proprietário tem 15 dias para demolir a estrutura e destinar adequadamente os resíduos.

Caso não cumpra o prazo, o IBAMA e a CPRH poderão realizar a remoção direta, com ressarcimento das despesas posteriormente. A decisão cita ainda que a licença de 2022 autorizou o muro, mas foi revogada no ano seguinte por irregularidades.

Contexto e desdobramentos

Em 2022, a CPRH autorizou a construção; em 2023 a licença foi revogada por irregularidades ambientais, incluindo o tamanho acima do autorizado. Em 2024, o MPF abriu ação civil pública contra o proprietário.

No mesmo ano, o TJPE derrubou a liminar de demolição imediata, impondo multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento. Em janeiro de 2025, a CPRH iniciou a demolição, mas houve reconstrução da estrutura no mesmo dia pelo proprietário.

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